Mais de metade dos desempregados no final do primeiro trimestre continuam sem emprego

Um em cada três desempregados de curta duração e uma em cada sete pessoas pertencentes à “força de trabalho potencial” conseguiram arranjar emprego no segundo trimestre.

Das cerca de 308,4 mil pessoas desempregadas em Portugal no primeiro trimestre deste ano, cerca de uma em cada cinco conseguiram arranjar emprego nos três meses seguintes, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Ainda assim, mais de metade continuam desempregadas.

“Do total de pessoas que estavam desempregadas no primeiro trimestre de 2022, 56,5% (174,4 mil) permaneceram nesse estado no segundo trimestre de 2022, 21,2% (65,3 mil) transitaram para o emprego e 22,3% (68,8 mil) transitaram para a inatividade“, adianta o gabinete de estatísticas.

Os dados revelam ainda que aproximadamente um em cada três desempregados (29,2%) de curta duração e uma em cada sete pessoas (14,3%) pertencentes à “força de trabalho potencial” conseguiram arranjar emprego no segundo trimestre. São 48,3 mil e 23,7 mil, respetivamente. Por outro lado, o gabinete de estatísticas nota ainda que 55,8 mil pessoas desempregadas encontraram um emprego por contra de outrem entre abril e junho.

Já no que respeita às pessoas que estavam empregadas no primeiro trimestre deste ano (4.900,9 mil pessoas), apenas 0,9% passaram para o desemprego e 2,5% para a inatividade, o que demonstra que a maioria (96,6%) continuava a trabalhar nos três meses seguintes.

Ao mesmo tempo, até ao final de junho “transitaram para um trabalho por conta de outrem 10,4% (75 mil) das pessoas que tinham um trabalho por conta própria no trimestre anterior”. Por seu turno, “1,8% (73,4 mil) das pessoas que tinham um trabalho por conta de outrem transitaram para um trabalho por conta própria”, detalha o INE.

As estatísticas de fluxos entre estados do mercado de trabalho, divulgadas esta terça-feira, revelam ainda que do total de trabalhadores que tinham um contrato a tempo parcial, 17% (65,9 mil) transitaram para um para um trabalho a tempo completo no final do segundo trimestre. “Ao mesmo tempo, 15,4% (39,1 mil) dos trabalhadores por conta de outrem a tempo parcial passaram para um trabalho por conta de outrem a tempo completo”, sublinha o INE.

Por fim, no que respeita aos inativos, que ascendiam aos 3.481,4 mil no primeiro trimestre do ano, a maioria manteve-se nesta situação, sendo que 2,9% transitaram para o emprego, enquanto 2,3% ficaram desempregados.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h06)

 

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