Digi escolhe Cellnex para construir rede 5G em Portugal

Operadora romena fechou parceria com a Cellnex e já tem acesso às "primeiras centenas" de infraestruturas onde vai instalar equipamentos de telecomunicações. Tarifários serão comunicados mais tarde.

A operadora romena Digi continua a desenvolver rede própria em Portugal e celebrou uma “parceria estratégica de longo prazo” com a Cellnex para a instalação de 2.000 pontos de presença no país, isto é, os locais onde terá os equipamentos necessários para o fornecimento de serviços de telecomunicações aos clientes.

É uma meta que deverá ser cumprida “até ao final de 2023”, tendo a parceria uma “abrangência nacional”, informou a Cellnex Portugal esta quinta-feira, num comunicado. Esta é a primeira informação oficial sobre o desenvolvimento da rede própria da Digi no país, depois de a operadora ter investido mais de 67 milhões de euros na compra de licenças 5G no leilão da Anacom.

Segundo a mesma nota, “ainda que esta parceria se encontre numa fase inicial de desenvolvimento, a Cellnex já disponibilizou à Digi as primeiras centenas de infraestruturas para colocação dos seus equipamentos”. Uma informação que mostra que a Digi está a empenhar esforços para acelerar a construção da sua rede.

Em maio, fonte oficial da Digi disse ao ECO estar “a trabalhar no sentido de investir em redes de alta velocidade, nova geração e tecnologia de ponta, que permitam entregar os serviços mais modernos e com elevados padrões de qualidade aos consumidores portugueses”. “Os nossos planos comerciais serão anunciados mais tarde, à medida que vamos progredindo nos projetos em curso”, afirmou a mesma fonte, naquela que foi também a primeira declaração pública da Digi em Portugal.

Na altura, fonte próxima da empresa apontou que a empresa estaria a prever iniciar a venda de serviços fixos e móveis no início de 2023 e que, além da rede móvel 5G, também é ambição da operadora o fornecimento de comunicações em fibra ótica. Esta semana, numa nota de research sobre a operadora Nos, os analistas do CaixaBank/BPI afirmam esperar que os “novos entrantes” no 5G — a Digi e a Nowo — cheguem formalmente ao mercado “durante 2023”.

É com este pano de fundo que a Cellnex anuncia esta quinta-feira que vai ajudar a Digi a lançar a sua rede, enquanto fornecedora de infraestruturas de telecomunicações, principalmente as torres onde as operadoras amarram as antenas. “Esta parceria é reveladora da natureza pró-competitiva do posicionamento grossista, neutro e independente da Cellnex, contribuindo para que Portugal beneficie de uma utilização mais eficiente e economicamente racional das suas infraestruturas de telecomunicações”, afirma o presidente executivo da Cellnex Portugal, Nuno Carvalhosa.

Nos termos do leilão do 5G, a Digi tem ainda o poder para forçar a negociação de acordos de partilha de infraestruturas com as atuais operadoras. Uma medida do regulador que, desde a primeira hora, mereceu forte oposição da Meo, Nos e Vodafone.

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