Dois anos depois, Sonae termina parceria com Isabel dos Santos na Nos

Sonaecom colocou um ponto final no acordo com as sociedades da empresária angolana na Zopt, empresa que controlava mais de 50% da Nos e a qual também deixa de ser acionista.

Dois anos depois do anúncio, a Sonae desfez finalmente a parceria com Isabel dos Santos na Nos NOS 0,76% , na sequência do caso Luanda Leaks. A Sonaecom colocou um ponto final no acordo com as sociedades da empresária angolana na Zopt, empresa que controlava mais de 50% da telecom portuguesa e da qual também deixou de ser acionista.

“A Sonaecom torna público que procedeu à resolução do acordo parassocial que regia as relações entre as acionistas da Zopt – a própria Sonaecom, a Unitel International e a Kento Holding”, segundo informa em comunicado enviado ao mercado.

Acrescenta que a assembleia geral da Zopt, que teve lugar esta quarta-feira, aprovou a amortização da participação da Sonaecom naquela sociedade e à restituição das prestações acessórias (empréstimos do acionista) por si efetuadas, em troca das ações representativas de 26,075% da Nos “que não se encontram oneradas”, e ainda de “uma importância em dinheiro”.

Com esta decisão, além de deixar de ser acionista da Zopt, que passa a ser controlada integralmente pelas duas sociedades de Isabel dos Santos, a Sonaecom, controlada pelo grupo Sonae, passa a deter 26,075% da Nos.

“A Sonaecom reitera a sua intenção de continuar a assegurar um quadro de estabilidade acionista na Nos que permita desenvolver o seu importante projeto no setor das telecomunicações”, refere a Sonaecom em comunicado.

O grupo Sonae passa assim a deter uma participação de controlo de 36,8% na Nos, incluindo uma posição de mais de 9% da holding Sonae SGPS.

A operadora portuguesa liderada por Miguel Almeida encontra-se avaliada esta quarta-feira em cerca de 1,75 mil milhões de euros a preços de mercado.

A Zopt foi criada em 2012, agregando os interesses da Sonaecom e de Isabel dos Santos nas telecomunicações, no sentido de promover uma consolidação do setor, com a fusão da Zon e Optimus.

Esta separação surge depois da polémica criada em torno de Isabel dos Santos por causa do Luanda Leaks, no início de 2020, que expôs os esquemas financeiros da empresária angolana em Portugal e que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano utilizando paraísos fiscais.

(Notícia atualizada às 20h12)

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