Espanhóis contestam vitória da Teixeira Duarte no concurso do IP3

As espanholas Acciona e Ferrovial, e a portuguesa ABB, contestaram o resultado preliminar do concurso de 130 milhões para o troço entre Santa Comba Dão e Viseu, que deu a vitória à Teixeira Duarte.

Três concorrentes ao concurso público internacional para as obras de alargamento do IP3, entre Viseu e Santa Comba Dão, decidiram contestar o resultado preliminar. A Teixeira Duarte ficou em primeiro lugar, apesar de não ter o preço mais baixo, com o júri a valorizar a qualidade do projeto.

O resultado do concurso foi contestado pelos consórcios liderados pelas espanholas Acciona e Ferrovial e pela bracarense ABB, apurou o ECO junto de fonte ligada ao processo. Caso o júri mantenha a decisão, como é esperado, a obra deverá ser adjudicada nas primeiras semanas de abril.

A duplicação do troço entre Santa Comba Dão e Viseu, orçada em 130 milhões de euros, é uma das maiores do projeto de requalificação e alargamento do IP3, que liga Coimbra a Viseu. Como o ECO noticiou no início de março, a Ferrovial apresentou o valor mais baixo, tendo avançado com uma proposta de 103,3 milhões de euros, seguida da Acciona, em consórcio com a DST de Braga, com um preço de 109,2 milhões.

O grupo formado pela Teixeira Duarte, pela Gabriel Couto e pela Embeiral apresentou o quarto melhor valor, 118,15 milhões de euros, ficando ainda atrás da espanhola FCC, em consórcio com a Alberto Couto Alves (ACA), de Vila Nova de Famalicão (114,99 milhões de euros), e da minhota ABB – Alexandre Barbosa Borges (117,99 milhões de euros). A Mota-Engil avançou o preço mais alto: 128,9 milhões de euros.

As regras do concurso, lançado em julho de 2023, atribuem um peso de 60% ao preço e de 40% à qualidade do projeto apresentado e seria este segundo critério a dar vantagem à Teixeira Duarte. A intervenção levará a que o IP3 fique com “perfil de autoestrada” em grande parte do percurso.

Além da duplicação do troço entre Viseu e Santa Comba Dão, em projeto estão a duplicação do troço entre Souselas e Penacova (130 milhões de euros), a duplicação do troço entre Penacova e Santa Comba Dão (80 milhões) e a instalação de sistemas de comunicação de tráfego com informação em tempo real (12,5 milhões). A conclusão está prevista para o início de 2028.

Segundo o Governo, a intervenção “permitirá diminuir a sinistralidade observada nesta infraestrutura, bem como obter uma redução do
tempo de percurso entre Coimbra e Viseu em 34% (de 65 para 43 minutos)”.

A concorrência feroz das empresas espanholas nos concursos públicos em Portugal tem estado no topo das preocupações e dos discursos dos líderes das empresas nacionais e dos representantes do setor. As próximas grandes “batalhas ibéricas” vão ser travadas nos troços da linha de Alta Velocidade entre Lisboa e Porto, em que a IP espera “meia dúzia” de consórcios. A armada lusitana vai junta com seis empresas: Mota-Engil, Teixeira Duarte, Casais, Gabriel Couto, Alves Ribeiro e Conduril.

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