5 coisas que tem de saber antes de abrirem os mercados

  • Rita Atalaia
  • 14 Dezembro 2016

Por cá, os investidores continuam atentos aos títulos do BCP e à economia portuguesa. Lá fora, a Fed será a estrela do dia, com a decisão sobre as taxas de juro. OPEP também vai despertar interesse.

Os investidores têm hoje muito a que dar atenção. Por cá, o mercado vai estar atento à negociação do BCP depois da forte queda em resultado da venda da posição do Sabadell. Destaque também para o boletim económico do Banco de Portugal que vai permitir fazer uma radiografia à economia portuguesa. Lá fora, os olhos estão virados para a Fed, que pode mesmo subir as taxas de juro no fim de uma reunião de dois dias. O petróleo também estará em foco, com a divulgação de vários dados sobre o setor.

Sabadell bate a porta ao BCP

Depois de o Sabadell ter saído do capital do BCP sem qualquer aviso prévio ao mercado e com um desconto acentuado, as ações do banco português estiveram sob intensa pressão vendedora. Os títulos afundaram 12,38% para 1,1305 euros, num desempenho que retirou 125 milhões à capitalização bolsista da instituição liderada por Nuno Amado. Desde o início do ano, o banco liderado por Nuno Amado já perdeu quase 70% do seu valor. Será que esta tendência vai continuar?

BdP faz radiografia à economia portuguesa

O Banco de Portugal vai apresentar o boletim económico. Neste documento, o banco central pode revelar informação sobre a saúde da economia portuguesa, nomeadamente a balança de pagamentos, a posição de investimento internacional e das contas nacionais financeiras. Serão também apresentadas estatísticas para as finanças públicas do país.

Chegou o dia D para a Fed

Será que é desta que a Reserva Federal dos EUA sobe as taxas de juro? De acordo com as perspetivas do mercado, tudo indica que sim. Esta visão foi reforçada depois de Janet Yellen ter dito na última reunião que uma subida das taxas “pode ser adequada em breve, caso os próximos dados continuem a reforçar a perspetiva” de que o banco central vai alcançar os seus objetivos. E este parece ser o caso. A economia está mais forte. E a inflação está a acelerar.

Já há sinais do Brexit no desemprego britânico?

Apesar do Brexit, o desemprego do Reino Unido tem ficado em mínimos de 11 anos. O referendo que decidiu a saída do país da União Europeia poderia pressionar a confiança empresarial e reduzir as contratações. Mas estes receios não estão a refletir-se nos dados. Hoje, o mercado laboral do Reino Unido é novamente testado. Os investidores vão tentar perceber se já há sinais do Brexit nos dados do desemprego para outubro. No mesmo dia, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico apresenta os números para o produto interno bruto dos 20 países mais industrializados e em desenvolvimento do mundo (G-20).

AIE prevê um défice no petróleo. E a OPEP?

A Agência Internacional de Energia diz que o excesso de petróleo vai rapidamente dar lugar a um défice na primeira metade do próximo ano. E qual é a posição da Organização dos Países Exportadores de Petróleo sobre o mercado petrolífero? É isso que o mercado vai hoje saber quando o cartel divulgar o seu relatório sobre o setor. Nos EUA, o Departamento da Energia também apresenta as reservas semanais de energia, que também estão a dar sinais de recuo. Isto numa altura em que o barril do Brent segue perto dos 56 dólares por barril e o WTI ronda os 53 dólares.

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