Guerra pesa nas bolsas europeias mas PSI-20 escapa com renováveis a disparar

As cotadas de energias renováveis têm estado a valorizar desde a invasão russa à Ucrânia. A EDP Renováveis já subiu 21,6% desde quarta-feira passada.

O cenário é negro nas bolsas europeias, à medida que são impostas mais sanções à Rússia que vão afetar a economia. No entanto, a praça lisboeta acabou por escapar à tendência nesta sessão, nomeadamente devido aos ganhos das cotadas do setor da energia renovável. O grupo EDP apresenta as maiores valorizações, destacando-se também a Greenvolt.

Pela Europa, a sessão foi negativa, com os países ocidentais a impor novas e mais duras sanções à Rússia na sequência da sua invasão da Ucrânia. O STOXX 600 caiu 0,15%, enquanto o britânico FTSE 100 perdeu 0,32%, e o alemão DAX recuou 0,58%. Já o francês CAC 40 cedeu 1,29%, e o espanhol IBEX desvalorizou 0,87%.

Já em Lisboa, o PSI-20 subiu 1,24% para os 5.563,14 pontos. Entre as 19 cotadas do índice de referência nacional, 11 ficaram em terreno positivo na primeira sessão da semana, enquanto as restantes recuaram.

A liderar os ganhos ficou a EDP Renováveis, que subiu 9,15% para os 21,72 euros, numa altura em que os analistas e políticos questionam a dependência da Europa ao petróleo e gás russo, que pode dar novo impulso às energias limpas naquilo que poderão ser as novas políticas da União Europeia nestas matérias.

A cotada prolonga assim a tendência de valorização com a fuga para as renováveis, sendo que ganhou já 21,6% desde quarta-feira passada, quando começou a invasão da Rússia à Ucrânia. Já a casa-mãe EDP ganhou 3,98 para os 4,364 euros nesta sessão, tendo já valorizado 14,3% desde dia 23 de fevereiro.

EDP Renováveis sobe mais de 9%

Nota também para a Greenvolt, braço de energias renováveis da Altri, que valorizou 3,33% para os 5,89 euros. Desde quarta-feira passada, a empresa liderada por Manso Neto subiu já 9%.

Dentro da energia, a REN e a Galp Energia valorizam também nesta sessão. A REN subiu 1,17% para os 2,58 euros, enquanto a petrolífera ganhou 1,13% para os 9,85 euros.

Isto num cenário em que os preços do petróleo seguem também a subir. O barril de Brent, referência europeia, avança 3,6% para os 97,52 dólares, enquanto o crude WTI sobe 3,76% para os 95,03 dólares.

Por outro lado, é de destacar no PSI-20 a queda do BCP, que recuou 4,23% para os 0,1651. A sessão não foi positiva também para a banca europeia, nomeadamente os bancos com maior exposição à Rússia. O Raiffeisen Bank, UniCredit e Societe Generale, por exemplo, caíram entre 9,4% e 15,18% nesta sessão.

Nota ainda para a Navigator, que caiu 1,91% para os 3,18 euros, a Corticeira Amorim, que recuou 1,63% para os 9,64 euros, e a Jerónimo Martins, que perdeu 0,44% para os 19,42 euros.

(Notícia atualizada às 17h00)

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