“Nós temos uma CEO excelente” na TAPpremium

O ministro das Infraestruturas deixa rasgados elogios à equipa de gestão e confidencia que a comissária europeia Margrethe Vestager ficou "bem impressionada" com a CEO da TAP.

Pedro Nuno Santos não poupa nas palavras para se referir às qualidades da presidente executiva da TAP: "Nós temos uma CEO excelente". Não é só o ministro das Infraestruturas que o acha. Tem recebido a mesma opinião de outras pessoas que têm tido contacto com Christine Ourmières-Widener e da comissária europeia responsável pela Concorrência.

O governante justifica a escolha de Manuel Beja para o cargo de chairman e deixa elogios a Gonçalo Pires, que assumiu interinamente o cargo de administrador financeiro após a saída de João Weber Ramos, em meados de outubro. "Temos um CFO fabuloso", afirma. Gostava que permanecesse na TAP, mas não sabe se o próprio e as Finanças também o querem.

Seria útil a presença da administração, da atual CEO da TAP, no Parlamento de 6 em 6 meses, para fazer uma prestação de contas sistematizada aos deputados do grau de cumprimento do plano?

O volume de investimento que se fez na TAP justifica que esse escrutínio seja feito. Nós temos uma CEO excelente. Já várias pessoas têm tido a oportunidade de a conhecer no país, e dos mais variados quadrantes políticos, e têm ficado muito satisfeitos e contentes com a Christine. Eu posso-vos dizer que a comissária europeia Margrethe Vestager também está muito contente e bem impressionada com a CEO que temos.

Isso foi importante para a aprovação do plano?

Acho que sim. Pela primeira vez na TAP fizemos um processo de recrutamento como qualquer grande empresa faz, nomeadamente num setor onde há poucos gestores especializados. É um universo muito reduzido no mundo e por isso nós precisávamos de ter alguém que fosse do negócio, que soubesse do negócio.

A tradição de nós termos comissários políticos à frente de empresas públicas para mim é incompreensível e inaceitável.

Pedro Nuno Santos

Ministro das Infraestruturas e da Habitação

O ministro mais à esquerda deste governo recorreu a uma empresa de executive search para contratar um CEO internacional.

Eu tenho a consciência de que para defender uma empresa pública nós temos de ter grandes gestores. E façam-me a justiça de ver o mesmo na CP. Quisemos ter um gestor altamente qualificado que sabia do negócio. Para alguém que defende que o Estado pode ter um papel importante na economia, mas que não se pode dar ao luxo, antes pelo contrário, de ter gestores sem preparação.

Saem caros?

Saem caros do ponto de vista salarial. Mas quando são maus saem muito caros. A tradição de nós termos comissários políticos à frente de empresas públicas para mim é incompreensível e inaceitável.

Fala-se pouco de Manuel Beja, o chairman que foi escolhido por si, um representante do acionista. Nunca deu verdadeiramente grandes detalhes sobre a escolha. Porquê este perfil e porquê este profissional em concreto?

Primeiro porque o conheço e sei das capacidades, não estamos a falar de nenhum político, estamos a falar de um homem do meio empresarial. Teve muitos anos como CEO da Novabase no Brasil. Tem uma grande experiência empresarial. E depois tinha um conjunto de características de formação, de qualificação ao nível dos recursos humanos, do marketing, das novas tecnologias, que para mim eram muito importantes ter na TAP. Obviamente que o chairman não é CEO. Tem tido um papel muito importante no acompanhamento de todo o processo e na ligação institucional não só a nós, mas a vários stakeholders. Mas obviamente que a gestão da empresa está a cargo da Christine e da sua equipa.

Eu gostava muito que o Gonçalo Pires continuasse. É uma decisão que tem de ser tomada. O CFO em qualquer empresa pública é da responsabilidade do Ministério das Finanças e eu não posso falar pelo Ministério das Finanças.

Pedro Nuno Santos

Ministro das Infraestruturas e da Habitação

Que entretanto, ao fim de poucos meses, ficou reduzida.

Já não, porque entretanto temos um CFO fabuloso.

O administrador financeiro saiu, ficou um interino, Gonçalo Pires. É para continuar como CFO?

Eu gostava muito que o Gonçalo Pires continuasse. É uma decisão que tem de ser tomada. O CFO em qualquer empresa pública é da responsabilidade do Ministério das Finanças e eu não posso falar pelo Ministério das Finanças. Embora o Gonçalo Pires tenha-se revelado de uma extrema importância. E de uma capacidade de energia, de um dinamismo, de uma inteligência muito viva, que nos tem ajudado muito neste período e portanto estou a fazer campanha pública por ele. Não sei sequer se ele aceita continuar e se as Finanças querem, mas é o meu desejo. Isso não quero esconder.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos