A banca, o software e as pessoas

  • Mariana de Araújo Barbosa
  • 4 Junho 2019

Aliada às mensagens externas de confiança e credibilidade está a atração e retenção de talento, adaptadas a novas necessidades internas e do próprio mercado.

“Houve um período na vida em que os bancos quase se separaram da realidade”, disse António Ramalho, presidente do Novo Banco, em entrevista à Pessoas. Tendo em conta o papel que Ramalho diz que os bancos têm, uma espécie de “incumbência” mais do que uma missão perante a sociedade, é estranho pensar neles como uma instituição alheia à realidade e, consequentemente, às pessoas. Mas Ramalho garante que foi o que aconteceu.

Ao comando de dois bancos, um “bom” e outro “mau”, o gestor diz que o primeiro passo para corrigir os erros do passado é admitir que, tantas vezes, os bancos não estiveram à altura das expectativas. Aliada às mensagens externas de confiança e credibilidade está a atração e retenção de talento, adaptadas a novas necessidades internas e do próprio mercado. É que, tal como o mundo, a banca mudou e, agora, os clientes já não querem apenas um balcão onde se dirigem para tratar de “papelada”: procuram antes uma experiência diferenciadora.

E isso leva-nos à conversa com o presidente do Novo Banco numa fase em que o plano de reestruturação entra na fase mais importante: o pós-tempestade. Redesenhar o setor de forma distinta, por dentro e por fora ou, como diz Ramalho, “recriar a banca”, passa assim por ir buscar inspiração ao exterior, “ao mundo”. E isso inclui contratar mais e melhor.

Só que isso também mudou: é que se, no mercado de há duas décadas, a possibilidade de trabalhar no setor financeiro era apetecível e desejada, hoje não. E hoje, graças à tecnologia, bancos concorrem por talento com as mais variadas indústrias, desde a têxtil à do calçado, passando pela de software ou de mobilidade. É o mercado global, a disputar as melhores pessoas em troca de salários, desafios, inspiração e… propósito.

Que o digam a OutSystems ou a Talkdesk, duas tecnológicas fundadas por portugueses, a operar de Portugal para o mundo e com avaliações superiores a 1.000 milhões de dólares, ou seja, unicórnios. Nesta Pessoas fomos conhecer o novo escritório da Talkdesk no Porto, que vai ter um centro de excelência, e conversámos com os responsáveis de recursos humanos da OutSystems em Lisboa sobre o programa OutPerform, uma forma de salvaguardar ambições individuais e propósitos de comunidade por um objetivo comum aos seus 1.000 trabalhadores.

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  • Mariana de Araújo Barbosa

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