Bancassurance – O tal canal!
José Miguel Costa louva o canal bancário para vender seguros e considera os ramos Não Vida como um caminho a bem explorar na enorme carteira de clientes que aconselham.
Os Bancos em 2024 foram responsáveis por 4.872 milhões de euros € (72%) da produção do ramo Vida e 1.140 milhões de euros (15.5%) da produção do ramo Não Vida, num mercado que faturou 14.318 milhões de euros.
Estes valores demonstram bem a importância do canal de Bancassurance no mercado de seguros nacional.
Na ótica dos Bancos a importância destes valores têm muitas vezes duplo significado uma vez que os montantes envolvidos geram fortes receitas de comissões que reforçam as segundas linhas dos balanços e representam em expressivo número de apólice, colaterais, que aumentam a segurança dos ativos das entidades bancárias.
Se no Ramo Vida com os seus 72% de quota de mercado os Bancos não terão muito mais espaço de crescimento, tendo registado inclusivamente um decréscimo da quota do canal de 5,3% em relação a 2022 e 0,9% em relação a 2023, já no ramo Não Vida onde esta redução tem sido muito menor 0,7% em relação a 2022 e 0,3% em relação a 2023 o crescimento poderá ser muito significativo.
Em novembro de 2025 a produção do canal corresponde a 77% nos Ramos Vida e a 15% do Não Vida, mantendo assim os níveis de produção registados nos últimos anos.
No futuro, e se os Bancos pretendem aumentar a dinâmica do canal, principalmente em Não Vida, terão de apostar no reforço qualitativo e quantitativo das suas equipas técnicas e equipas comerciais.
Terão que saber aliar a inteligência artificial com a inteligência emocional dos milhões de clientes que têm em carteira.
Terão de estar alinhados com as necessidades estratégicas do setor segurador, nomeadamente no reforço das poupanças das famílias, no reforço do nível de cobertura das empresas em novos riscos como o cyber e catástrofes naturais, bem como no aumento de cobertura de riscos industriais.
Se conseguirmos fazer tudo isto num ambiente regulatório que se prevê cada vez mais exigente (um canal supervisionado por diversos reguladores), com clientes cada vez mais esclarecidos e com profissionais cada vez mais conhecedores, todos terão a ganhar!
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