Cookin’ up

A Apple não apresentou um iPhone no "evento especial" deste ano, mas é provável que o faça nas próximas semanas. O que estará Tim Cook a cozinhar desta vez?

Quem acompanha a Apple com alguma regularidade sabe uma ou duas coisas sobre a marca. Primeiro, que apresenta sempre as novidades de software na primavera, durante a conferência de programadores WWDC. Segundo, que o evento principal acontece sempre antes do outono, geralmente no início de setembro, onde apresenta sempre pelo menos um novo iPhone.

Não foi o que aconteceu este ano. Quem assistiu ao “evento especial” de terça-feira ainda terá ficado colado ao ecrã mesmo depois da transmissão, como eu fiquei, incrédulo, à espera da nova coqueluche da tecnológica norte-americana. Tim Cook despediu-se uma hora depois do arranque do evento, já de si pouco habitual – por norma, as apresentações da empresa têm a duração de duas horas.

A transmissão parou e o mundo ficou a saber que a maior companhia do mundo em valor de mercado não conseguiu preparar um novo iPhone a tempo do grande evento anual. A pandemia travou as engrenagens da economia e gerou sérias dificuldades na cadeia de fornecedores. De facto, já corriam rumores de que a empresa poderia não apresentar já um iPhone. E, mais uma vez, provaram-se corretos.

Os fãs da Apple têm sérios motivos para ficarem tranquilos. É pouco provável que a Apple não tenha um iPhone para apresentar este ano. A expectativa é a de que a empresa lance um novo smartphone em breve, talvez dentro de dias. Mas o mais provável é serem semanas. O rumor escutado pelo ECO aponta para um possível lançamento em outubro. Contudo, compreensivelmente, não metemos as mãos no fogo por ele.

Também é curioso observar que a Apple não foi significativamente castigada pela falha, o que pode ser explicado por duas razões: 1) os investidores continuam a apostar que a marca terá mesmo um iPhone “na manga”; 2) o lançamento do Apple One, que são pacotes de serviços com uma só mensalidade, foi mais um passo na diversificação das fontes de receita da empresa. Há muito que essa novidade era aguardada em Wall Street.

Para já, a linha de produtos da Apple ganha um novo relógio Apple Watch SE, bem como uma evolução para o Apple Watch Series 6. E o iPad Air foi redesenhado e está mais potente. Mas a falta de um iPhone deixa um vazio à espera de ser preenchido.

Steve Jobs, o antigo líder da Apple, que também era guru do marketing, deixava sempre o melhor das apresentações para o fim. Aliás, ainda é célebre a sua frase “one last thing…”. O que estará Tim Cook a cozinhar desta vez?

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