Escola do futuro

  • Pedro Brito
  • 2 Agosto 2019

Para as escolas do futuro este cenário pode significar uma disrupção completa na forma “como”, “onde” e “quem” ensina e aprende.

As escolas têm de sentir urgência na construção de ecossistemas onde os alunos compreendem as mudanças do mundo e preparam-nos para assumir um papel relevante na sociedade. Claro que existem inúmeros cenários sobre como a educação poderá evoluir e contribuir para esta realidade, mas acredito que estamos a evoluir para uma economia peer-to-peer, que preconiza um mundo menos intermediado, e onde o avanço da inteligência artificial oferece reais benefícios à educação, economia e ambiente. Para as escolas do futuro este cenário pode significar uma disrupção completa na forma “como”, “onde” e “quem” ensina e aprende:

Os novos professores – Os mentores

No futuro, os professores poderão evoluir para uma figura de mentores e coaches.

A transmissão de conhecimento será cada vez mais uma commodity, tornando o modelo atual de ensino potencialmente obsoleto.

O real valor estará no apoio ao aluno na construção de caminhos de aprendizagem customizados, oferecendo feedback, e ajustando o plano de aprendizagem de acordo com o seu progresso individual.

O novo curriculum – As micro-credenciais

A aprendizagem será determinada cada vez mais pelo mercado.

Neste sentido, cada pessoa irá procurar colecionar micro-credenciais que respondem às necessidades do mercado, construindo um currículo digital de experiências, skills e conhecimentos único.

Estas micro-credenciais poderão ser adquiridas através de um número e tipo de instituições muito mais variado, reduzindo o poder das grandes instituições de ensino.

Um novo percurso académico – Life-long Learning

As escolas do futuro terão de preparar as pessoas para a incerteza porque o amanhã é uma incógnita.

Ensinar a falhar, através de ecossistemas de empreendedorismo e inovação, ensinar novas formas de trabalhar, assentes em modelos organizativos mais ágeis, e ensinar a acreditar, desenvolvendo autoconfiança e um pensamento independente, são alguns dos temas críticos em que deveremos focar a nossa atenção. Mas trata-se de um processo de aprendizagem contínuo e não de um currículo circunscrito no tempo ou organizado numa estrutura pré-definida.

Os novos métodos de ensino – Tecnologia Humana

A tecnologia irá claramente assumir um papel importante na adoção de novos métodos de aprendizagem.

Não só através de assistentes virtuais de ensino, mas também através de plataformas de aprendizagem adaptativa, que ajustam o percurso e formas de aprendizagem à personalidade e estilo de cada pessoa.

Mas a tecnologia sozinha não terá sucesso!

A capacidade de inspirar e mobilizar as pessoas será determinante, e as escolas terão de encontrar formas de transformar os receios em esperança, mobilizando as pessoas para a construção de uma sociedade onde todos desejamos viver. Esta é a grande missão das escolas do futuro.

*Pedro Brito é Associate Dean for Executive Education & Business Transformation da Nova School of Business and Economics.

Portugal tem três escolas de formação de executivos entre as melhores do mundo eleitas anualmente pelo jornal britânico Financial Times, menos uma que em 2018. A Nova School of Business and Economics é a melhor classificada entre as escolas portuguesas, mantendo o 57.º lugar, seguida da Católica Lisbon School of Business e da Porto Business School, que mantêm o lugar entre as 80 melhores escolas no mundo, mas perdem posições no ranking global. A Pessoas foi tentar perceber o segredo do sucesso para construir a “escola do futuro”.

  • Pedro Brito

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