Fazer da empresa X a tal

  • Ana Gaspar
  • 18 Abril 2019

Tópicos como cultura e condições de trabalho estão incluídos neste tema que é bastante complexo e que não deve ser subestimado.

Employer branding é um tema que tem de ganhar força em Portugal. Com o crescimento de empresas nacionais e internacionais no nosso país, acompanhado de uma nova geração de trabalhadores no mercado de trabalho, as empresas começam a enfrentar desafios que nunca antes tiveram.

Mas o que é o employer branding? Pode definir-se como uma estratégia e conjunto de ferramentas que tem como objetivo criar uma reputação positiva da empresa. Tópicos como cultura e condições de trabalho estão incluídos neste tema que é bastante complexo e que não deve ser subestimado.

As empresas em Portugal encontram-se numa fase interessante e desafiante. Passados 10 anos da crise, a procura de emprego e a relação com o trabalho começam a mudar. Na altura, as pessoas agarravam a primeira oportunidade porque “era uma sorte”; começa agora a haver uma apreciação e comparação de ofertas de emprego que coloca as empresas numa espécie de avaliação. É certo que ainda existem áreas em que a escassez de oportunidades de trabalho ou precariedade ainda estão muito presentes mas, por outro lado, existem aquelas em que a procura de profissionais altamente qualificados é muito difícil, podendo mesmo afirmar-se, quase impossível.

Exemplo disso é a indústria das TIC. O número de empresas a crescer e a investir em Portugal ligadas a esta área tem vindo a aumentar. Existe agora um aumento da competição por talento e é fulcral que as empresas tenham como prioridade temas como o employer branding. Num mar de ofertas na área das TI com boas condições e um salário acima da média, o que faz com que a empresa X seja a tal?

Começa assim a fazer sentido falar de temas como o EVP (Employer Value Proposition) que mostra quais os fatores que diferenciam a empresa de todas as outras. Um exercício simples que pode fazer toda a diferença quando se tem de escolher entre duas propostas de emprego.

Outro fator a ter em conta é a nova geração que entrou (e está a entrar) no mercado de trabalho, os millennials. Nascidos entre 1980 e 1994, esta geração tem agora diferentes prioridades das gerações X (1965-1979) e Baby Boomers (1944-1964). Com o equilíbrio entre a vida pessoal e laboral muitas vezes como uma prioridade, os millennials são já um exemplo de que se a empresa não implementar o employer branding promovido, são os primeiros a trocar de emprego. Não existe pior para uma empresa do que a incapacidade de não estabelecer uma visão clara do futuro e, mais importante ainda, a incapacidade de gerir as expectativas dos colaboradores. Reter talento é essencial e o employer branding é fundamental nesta questão.

De forma a promover este tema no mercado de trabalho é importante uma sincronização entre o marketing e os recursos humanos. Já lá vai o tempo em que employer branding era uma tarefa exclusiva dos RH. É importante não só vender a empresa a clientes, como também a colaboradores e possíveis colaboradores e para isso, ter uma equipa de marketing dedicada faz toda a diferença.

E a sua empresa? Tem uma boa reputação?

*Ana Gaspar é embaixadora da Volkswagen Software Lisbon

**Esta opinião foi publicada na revista Pessoas de março/abril na secção Frente a frente, que contrasta opiniões de duas pessoas diferentes. Neste caso, sob o tema “Employer branding”.

  • Ana Gaspar

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