Connect Portugal: esta rede liga o talento nacional ao resto do mundo

Plataforma em forma de comunidade quer ligar o talento português e potenciar a imagem de Portugal no mundo, respondendo a desafios como a fuga de talento.

Ligar o talento português e potenciar a imagem de Portugal no mundo. São estes os dois principais objetivos da recém-criada Connect Portugal, uma comunidade que pretende servir de contrapeso aos desafios atuais ligados ao talento.

A ideia é construir uma rede de portugueses de alto potencial, que vivem e trabalham no estrangeiro e responder, dessa forma, a desafios como a fuga de talento, “com milhares de jovens portugueses altamente qualificados espalhados pelo mundo” e com “fraca ligação ao Portugal”, explica a organização em comunicado.

“Em 2011, estava eu a viver em Zurique e senti em primeira mão o quão difícil é ligarmo-nos a outros portugueses no estrangeiro, mas também o valor que dessas ligações pode surgir”, conta Inês Santos Silva, fundadora da Connect Portugal, citada em comunicado. “Desde então o sonho cresceu. Com as minhas constantes viagens, fui conhecendo imensos portugueses fantásticos pelo mundo e percebendo o quão terríveis somos a valorizá-los e a necessidade e importância que existem nessas ligações, apoio e crescimento em comunidade”, sublinha a empreendedora.

Com as minhas constantes viagens, fui conhecendo imensos portugueses fantásticos pelo mundo e percebendo o quão terríveis somos a valorizá-los e a necessidade e importância que existem nessas ligações, apoio e crescimento em comunidade.

Inês Santos Silva

Fundadora da Connect Portugal

A rede agora criada vai servir para facilitar a aproximação entre os portugueses a viver pelo mundo. Mas não se esgota aqui. A ideia é que a plataforma possa ajudar Portugal, as suas startups e empreendedores, a “importar” know-how, competências e redes de contactos.

A Connect Portugal dirige-se a pessoas entre os 20 e os 40 anos e com perfil de liderança nas suas áreas. A comunidade já está presente em Boston, Berlim, Basileia e Londres e a caminho de Paris, Nova Iorque e São Paulo, cidades onde tradicionalmente existem muitos portugueses a trabalhar ou estudar. Em termos de estrutura, o projeto está organizado em hubs, liderados por embaixadores locais: Diana Dóris Coelho (embaixadora em Basileia), João Oliveira (embaixador em Berlim), Sofia Simões de Almeida (embaixadora em Berlim), Ana Cadete Pires (embaixadora em Boston), Tiago Teixeira Correia (embaixador em Londres) e Miguel Pinho (embaixador em Londres) são alguns dos nomes que fazem parte da rede e que têm como missão dinamizar a comunidade, sugerindo novos membros, promovendo encontros e proporcionando diversas oportunidades.

Os membros vão poder contar com networking, ligação a empresas, startups e outras organizações portuguesas (através de eventos, programas de mentoria, entre outros) e partilha de conhecimento sobre as mais variadas áreas, de forma a potenciar o desenvolvimento pessoal e profissional.

“Todos têm ótimas impressões acerca do talento português; esta é a conclusão a que cheguei após ter passado por vários países nos últimos anos. No entanto, nós portugueses – mesmo vivendo na mesma cidade – acabamos por, muitas vezes, nem nos conhecer, quanto mais partilhar experiências e ajudarmo-nos”, explica João Oliveira, embaixador da comunidade em Berlim. “A Connect Portugal pode ter esse papel importante de ligar o talento português entre si e a Portugal, ajudando empresas e profissionais a terem uma visão ainda mais internacional”, realça.

A rede está aberta a todo o tipo de perfis e pretende reunir talentos de várias áreas, tais como como ciência, engenharia, tecnologia, economia, medicina e arte. Além do intervalo de idades, os requisitos passam por viver numa das cidades onde a comunidade está presente, assim como ter um passado profissional com experiências empreendedoras ou intraempreendedoras que demonstrem um claro perfil de liderança. As candidaturas podem ser feitas via formulário no site oficial.

Quanto aos próximos meses, os objetivos passam pelo crescimento em número de hubs e a organização local de um evento que reúna a comunidade. Até ao final do ano, os planos passam também por organizar o primeiro evento internacional Connect Portugal.

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