O futuro da mobilidade começa já hoje

O futuro da mobilidade está mais próximo do que se possa pensar. Olhemos à nossa volta e vemos já exemplos bem reais desta nova mobilidade.

Os automóveis circulam pelas cidades sem condutor, movidos a energia elétrica, reduzindo a sinistralidade, tráfego rodoviário e poluição. As pessoas deixam de comprar carros próprios, passando os veículos partilhados a representar a maior fatia do parque automóvel. As pessoas consomem um serviço de mobilidade integrado, que agrega diferentes meios de transporte, operados por múltiplas entidades. Não adquirem títulos de transporte, pois o consumo de mobilidade é debitado via smartphone. Estes são apenas alguns exemplos da mobilidade no futuro. Futuro esse que está mais próximo do que se possa pensar.

A afirmação deste novo paradigma da mobilidade está a ser impulsionada por diversos fatores. Destacam-se o desenvolvimento tecnológico, que suporta, por exemplo, a substituição dos tradicionais motores de combustão por soluções elétricas, o aumento dos padrões de qualidade e fiabilidade em matéria de conectividade e a crescente maturidade das funcionalidades de condução autónoma. Adicionalmente, a forma como as novas gerações tendem a privilegiar as soluções de economia partilhada altera radicalmente a mobilidade que todos conhecemos.

A Deloitte estima que a mobilidade em veículos partilhados nos EUA representará, em 2025 e 2040, respetivamente 10% e 80% do total de quilómetros percorridos em automóvel. Segundo as nossas análises e previsões, é importante destacar três grandes tendências.

O custo da mobilidade em veículos autónomos partilhados é inferior a 1/3 do custo do paradigma atual, assente em veículo próprio sem tecnologia de condução autónoma. Esta realidade levará naturalmente à crescente adoção, por parte dos consumidores, do paradigma de “shared autonomous vehicle”.

Na mobilidade, como em muitas outras áreas, os consumidores valorizam cada vez mais modelos “as a service”. A cidade de Helsínquia, por exemplo, é unanimemente considerada uma best practice neste contexto, onde as várias opções de transporte de diferentes entidades são disponibilizadas numa única plataforma de mobilidade, que gere de forma integrada o consumo e pagamento destes serviços. O MaaS – Mobility as a Service vai tornar-se no formato de consumo de serviços de mobilidade mais comum no mercado.

A última tendência desta transformação é que impactará de forma significativa vários setores de atividade, e não apenas os diretamente ligados aos transportes e mobilidade. Por exemplo, as empresas de combustíveis terão que transformar o formato dos seus postos de abastecimento, tal como as empresas de media deverão passar a disponibilizar conteúdos específicos para consumo em veículos autónomos.

Também os gestores de infraestruturas físicas terão que adicionar às suas responsabilidades a gestão dos ativos tecnológicos necessários à operação deste novo ecossistema. E, para assegurarem o seu negócio, as seguradoras deverão criar produtos adequados ao contexto dos veículos autónomos, passando a segurar o sistema de mobilidade no seu todo, e não um veículo ou condutor.

Olhemos à nossa volta e vemos já exemplos bem reais desta nova mobilidade: novas formas de transporte privado de passageiros, bilhetes para transportes públicos no telemóvel, scooters partilhadas a circular pela cidade, apps para boleias, comboios sem condutor, e até notícias cada vez mais credíveis sobre o lançamento de serviços de táxis voadores. Não tenhamos dúvidas, o futuro da mobilidade começa já hoje.

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António Costa

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