Põe-me um like

  • Mónica Marques
  • 19 Setembro 2020

Social Dillema fala sobre adição, necessidade de proteção dos dados pessoais e as fake news ou a chamada desinformação (a certa altura, por certo em negação, adormeci).

Enquanto espero que o resultado das eleições presidenciais seja o início de uma terrível menopausa para o Candidato Coiso, vi esta semana, na Netflix, o documentário – ou melhor, um filme de terror dos tempos modernos – Social Dilemma.

Recomendação da minha filha, que tem 20 anos e uma relação intensamente doentia com o telefone, fez-me crer na possibilidade de voltar a ter fé nas pessoas da mesma maneira que a Mariel Hemingway diz ao Woody Allen que se deve ter, no diálogo final de Manhattan.

O documentário, sobre o impacto das redes sociais, deixa-nos mais aflitos e a pensar que aqueles polacos que, em quase uma centena de localidades no último ano, declararam haver Zonas Livres de LGTBI ou locais onde a tolerância sexual é rejeitada em nome da família tradicional, só podem ter sido mentalmente afetados pelo totalitarismo em que se tornaram as redes sociais.

Social Dillema fala sobre adição, necessidade de proteção dos dados pessoais e as fake news ou a chamada desinformação (a certa altura, por certo em negação, adormeci), e é conduzido através de entrevistas hardcore a pessoas importantes do Facebook, Twitter, Instagram e Pinterest que, sem mais, nos informam ser política deles para com os loved ones a regra do Zero, no que respeita a tempo de navegação nas redes sociais.

Mete muito mais medo do que os outros, o seu timing é qualquer coisa entre o trágico e o maravilhoso. A Covid fez-nos usar e depender da tecnologia mais do que nunca. Além disso, ainda nos atira com a opinião do inventor do like button sobre a forma como o Facebook controla os comportamentos e emoções da nossa vida. Nada que, numa altura ou noutra da vida, especialmente entre desaires amorosos e outras coisas menos dignificantes, não tivéssemos já notado, ou não nos tivessem já tentado dizer… “põe-me um like“.

Exposições para visitar esta semana em Lisboa? Há modernismo, surrealismo, arte clássica e até arte urbana. Saibam também que saiu um estudo que refere que o French Kissing acontece mais em zonas no mundo onde há desigualdade social.

  • Mónica Marques

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