Uma sociedade mais resiliente

  • Inês Santos Silva
  • 7 Dezembro 2020

Algo que já é claro é que a Covid-19, à semelhança de outras crises, tem tido um maior impacto nos grupos da população mais vulneráveis, onde podemos destacar as mulheres.

Dizer que estes são tempos extraordinários e atípicos, já não é novo. A Covid-19 criou uma nova realidade a que, de uma forma ou de outra, ainda nos estamos a adaptar. Esta está a ter um impacto social, na saúde pública e na economia sem precedentes e ainda não são totalmente claras as reais consequências de médio e longo prazo.

Mas algo que já é claro é que a Covid-19, à semelhança de outras crises, tem tido um maior impacto nos grupos da população mais vulneráveis, onde podemos destacar as mulheres.

Segundo o IEFP, o número de desempregados inscritos aumentou 36,4% em junho, em termos homólogos, para o qual “contribuíram todos os grupos, com destaque para as mulheres (…)”. De acordo com o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho “a Covid-19 está a atingir os jovens – especialmente as mulheres – de forma mais dura e rápida do que qualquer outro grupo”.

A pandemia coloca a nu a falta de progresso na diminuição das desigualdades. Já em dezembro, o Global Gender Gap Report 2020, do Fórum Económico Mundial, mostrava o alargamento do fosso económico entre homens e mulheres. A Covid-19 veio piorar, ainda mais, a situação.

Atrair mais mulheres para tecnologia poderá ser o caminho para aumentar a resiliência feminina no mercado de trabalho. Em 2019, apenas 14,4% (dados do Eurostat) dos profissionais em tecnologia são mulheres, valor abaixo da média Europeia e mais ou menos constante ao longo dos últimos anos. Atrair mais mulheres para tecnologia é garantir que estas fazem parte de uma área económica em franco crescimento onde, tanto pela via do emprego como do empreendedorismo, poderão aceder a melhores condições de vida e acima de tudo condições de vida mais resilientes, face à adversidade.

Na Portuguese Women in Tech trabalhamos todos os dias, para atrair mais mulheres para tecnologia e apoiá-las. Este ano, lançamos a primeira iniciativa de empreendedorismo, o “Future Female Founders”, programa para mulheres que queiram lançar negócios. Porque como Lincoln disse: “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo” e as mulheres têm de reclamar para si um papel importante na criação deste futuro.

*Inês Santos Silva é cofundadora Portuguese Women in Tech

  • Inês Santos Silva

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