Indústria acentua queda homóloga em julho

  • Tiago Varzim
  • 21 Setembro 2016

A variação homóloga registada em julho é de -4,5%, acentuando a queda de -3,1% do mês anterior. Os dados do INE divulgados esta quinta-feira revelam que há uma recuperação face a junho deste ano.

A indústria portuguesa está em declínio: o índice de volume de negócios em julho recuou 4,5% em comparação homóloga. Tanto os índices relativos às vendas no mercado nacional (-6%) como às vendas no mercado externo (-2,7%) estão em queda contribuindo ambos para o impacto na evolução do mercado de bens e serviços na indústria. “Este resultado está parcialmente influenciado pelo facto de julho de 2016 ter menos dois dias úteis comparativamente com julho de 2015″, ressalva o INE no relatório divulgado esta quinta-feira.

Este mês a principal queda está nos bens intermédios que sofrem uma diminuição de 8% em relação a julho de 2015. Em julho deste ano todos os fatores restantes – energia (-4,5), bens de investimento (-5,1%) e bens de consumo (-0,3%) – registaram uma variação negativa em comparação homóloga.

Dados divulgados pelo INE esta quinta-feira, 8.
Dados divulgados pelo INE esta quinta-feira, 8.

 

Apesar da queda em comparação homóloga, o INE revela que o índice marca os 108,2, o melhor valor registado desde julho do ano passado. Além disso, a variação mensal de julho em relação a junho revela uma variação positiva de 2,2%.

As remunerações (3,4%) e o emprego (1,5%) no setor da indústria estão a subir, mas há uma queda nas horas trabalhadas (-3,2) em julho, revela o inquérito mensal à indústria portuguesa. Esta comparação homóloga revela uma tendência positiva nos três índices, principalmente no aumento do emprego e das remunerações que estão em terreno positivo desde o início do ano.

Editado por Mónica Silvares

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