Lagarde anuncia medidas para empoderar mulheres no mercado de trabalho

Lagarde quer "reduzir desigualdade de rendimentos e apoiar a diversificação económica".

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, anunciou esta quinta-feira uma série de medidas para promover uma maior participação das mulheres no mercado de trabalho e para reduzir as desigualdades salariais e de acesso a cargos de topo.

“Estou satisfeita por o mundo estar a trabalhar em conjunto para promover uma maior participação feminina no mercado de trabalho. O FMI vai continuar a trabalhar com os seus países membros para assegurar que as mulheres desempenham um papel mais relevante na economia, de forma a impulsionar o crescimento económico, reduzir a desigualdade de rendimentos e apoiar a diversificação económica”, disse Lagarde, que falava no encerramento do painel das Nações Unidas “Empoderamento das Mulheres na Economia”, que decorreu esta quinta-feira, em Nova Iorque.

Do lado do FMI, anunciou, vão ser implementadas “cinco ações específicas” para mitigar os desequilíbrios existentes:

  • “Comprometemo-nos a reforçar a nossa política de aconselhamento e análise para apoiar a participação feminina no mercado de trabalho;
  • “Prometemos continuar o nosso trabalho para eliminar as lacunas entre géneros, com o objetivo de apoiar a inclusão de mulheres no meio financeiro;
  • “Vamos continuar o nosso trabalho nos [orçamentos destinados às questões de género], inclusivamente através do aconselhamento de políticas aos nossos países membros;
  • “Vamos apoiar-nos em estudos recentes para eliminar os efeitos discriminatórios de restrições legais;
  • “Comprometemo-nos a fazer mais investigação sobre a relação entre desigualdade de géneros e crescimento, bem como sobre o impacto de políticas públicas sobre esta desigualdade.”

No comunicado enviado esta tarde às redações, o FMI refere ainda que, “apesar dos progressos significativos conseguidos nas últimas décadas, o mercado de trabalho em todo o mundo continua segmentado por géneros”. De facto, acrescenta, a participação feminina no mercado de trabalho continua inferior à masculina, as diferenças salariais estão maiores e as mulheres estão em maioria no trabalho informal e entre as classes pobres”.

A instituição conclui salientando que “a maior presença de mulheres no mercado de trabalho pode impulsionar o crescimento económico ao mitigar o impacto de uma força de trabalho cada vez menor”.

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