Debate de Clinton e Trump bate recorde com 81 milhões a ver

O primeiro debate presidencial de 2016 superou em 20 milhões o número de audiência média do debate de 2012. O número não inclui internet, PBS, C-SPAN ou espaços públicos.

O primeiro debate dos candidatos à presidência foi o mais visto da história dos Estados Unidos da América. A previsão da Nielsen, a empresa que mede as audiências, semelhante à Gfk em Portugal, é de uma audiência de 80,9 milhões de americanos. Este número faz do debate o mais visto em comparação com os seis anos em que existiram debates televisivos nas presidenciais norte-americanas.

Estes não são os números finais, mas já dão uma estimativa do número final de espetadores. Esta previsão tem em conta 12 canais do total de estações que emitiram o debate em direto. Este valor não conta com, por exemplo, a estação pública, a PBS, ou o canal do congresso, o C-SPAN. Além disso, só é contabilizado quem vê a televisão tradicional a partir de casa e não os que viram o debate em espaços públicos.

Os dados da Nielsen mostram que a audiência média foi de 81 milhões, mas também que não houve altos e baixos. A audiência manteve-se consistente durante a hora e meia de debate.

Outra falha neste número que eleva ainda mais o número de espetadores é a internet. Muitos dos espetadores internacionais viram o debate através de plataformas online, como é o caso do YouTube onde vários live streams registaram mais de 2,5 milhões de visualizações simultâneas.

A estação televisiva que obteve a maior audiência foi a NBC, o canal do moderador do debate, Lester Holt. O número de espetadores que viram o debate através da NBC atingiu os 18 milhões.

O debate de entre Mitt Romney e Barack Obama, na eleição presidencial de 2012, obteve uma visualização média de 67 milhões de espetadores. Registo semelhante ao valor desta segunda-feira teve o debate entre Jimmy Carter e Ronald Reagan, o único antes das eleições presidenciais norte-americanas em 1980, mas numa altura em que as plataformas online não existiam. Nem uma oferta televisiva tão vasta como a de hoje que dispersa os espetadores.

Editado por Paulo Moutinho

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