Fusão de ações do BCP. O que tem de saber

BCP vai agrupar ações no próximo dia 24 de outubro. Já se conhece a contrapartida que o banco vai pagar nas ações sobrantes, mas continuam a surgir dúvidas em torno da operação.

O que é um ‘reverse stock split’?

Um reverse stock split é o processo através do qual uma cotada realiza um reagrupamento de ações numa só ação. Na prática, cada acionista fica titular de ações na quantidade correspondente à divisão do número de ações de que e é titular à data da operação. No caso do BCP, a operação vai permitir agrupar 75 ações numa só, o que significa que por cada 75 ações que detiver passará a ter só uma no âmbito da oferta.

Por que é que o BCP o vai fazer?

O reverse stock split vai travar alguma volatilidade dos títulos do banco – conta com mais de 59 mil milhões de títulos – e a ação deixa de ser considerada uma penny stock – fechou a sessão desta terça-feira nos 1,5 cêntimos. Além disso, era uma das condições imposta pelos chineses da Fosun para integrar o capital do BCP

Evolução das ações do BCP nos últimos 30 dias

Em que dia são agrupadas as ações?

O banco definiu que o dia 24 de outubro como o dia de referência para a agrupar as ações. Por isso, até dia 21 vai poder compor os seus lotes de ação se quiser evitar que lhe sobrem ações após a operação de reverse stock split.

Por exemplo, o que acontece se possuir 1.000 ações?

Se possuir 1.000 títulos do BCP vai ficar com 13 títulos do banco após realizado reverse stock split. Porém, sobrarão 25 ações que não vão permitir a conversão numa nova ação. Nesse caso, o banco irá pagar uma contrapartida por esses 25 títulos sobrantes de 2,57 cêntimos por ação, um preço que resulta da média diária da cotação do BCP nos últimos seis meses. Mas atenção, esta contrapartida só é aplicável às ações que não permitirem a fusão numa só ação.

Se vou ter menos ações, perco dinheiro?

Não. Cada ação que vai passar possuir após o reverse stock split vai valer o mesmo que 75 ações juntas antes desta operação. As contas são simples: assumindo a cotação de fecho desta terça-feira de 1,5 cêntimos, a fusão de 75 ações numa só avaliaria uma nova ação em 1,125 euros. Ou seja, em vez de ter 75 ações com o preço de 1,5 cêntimos, passaria a ter um título com um preço de 1,125 euros. Não fica a perder, nem a ganhar.

Quando é que o banco me vai pagar pelas ações sobrantes?

O banco vai adquirir ou promover a venda das ações sobrantes após o arredondamento nos 30 dias seguintes a 24 de outubro. Durante este prazo, vai deixar de ter direito sobre estas ações. As importâncias devidas a título de contrapartida serão entregues pelo banco aos acionistas no prazo normal de liquidação aplicável às operações do mercado regulamentado ou do sistema de negociação multilateral onde as ações estiverem integradas.

Terei algum encargo com esta operação?

Não. Todos os custos inerentes à transmissão que onerariam os acionistas numa situação normal serão, nesta operação, assumidos pelo BCP.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Fusão de ações do BCP. O que tem de saber

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião