Vice-governadora do Banco de Inglaterra antecipa mais estímulos após choque com Brexit

A vice-governadora do Banco de Inglaterra, Minouche Shafik vê como prováveis mais estímulos monetários após "considerável choque económico" com a votação do Brexit.

“Parece-me provável que estímulos monetários adicionais serão necessários em algum momento para ajudar a assegurar que o abrandamento da atividade económica não se torne em algo ainda mais pernicioso”, afirmou esta quarta-feira Shafik, num discurso realizado na Conferência Bloomberg Markets Most Influential, em Londres. “O timing provável desses estímulos vai depender da evolução dos indicadores económicos das próximas semanas e meses”, reforçou a responsável da autoridade monetária britânica.

O Banco de Inglaterra cortou a sua taxa de juro de referência em agosto, o que aconteceu pela primeira vez em sete anos, e pode voltar a reduzir os juros na região da libra se as consequências da saída do Reino Unido da União Europeia se revelarem mais nefastas para a saúde da economia britânica, frisaram os responsáveis da instituição liderada por Mark Carney. A próxima reunião do banco central acontece a 3 de novembro.

"Parece-me provável que estímulos monetários adicionais serão necessários em algum momento para ajudar a assegurar que o abrandamento da atividade económica não se torne em algo ainda mais pernicioso.”

Minouche Shafik, vice-governadora do Banco de Inglaterra

Ainda assim, para a vice-governadora com o pelouro dos mercados e banca, a política monetária é apenas uma parte de uma resposta necessária para ajudar a mitigar os efeitos da transição económica pós-votação do Brexit, uma passagem que poderá revelar-se “dolorosa”.

“No rescaldo do resultado do referendo, na altura da nossa decisão de agosto, os indicadores mais fiáveis estavam na sua maioria amarelos ou vermelhos. Desde então, os dados têm evoluído de forma mais favorável do que o esperado, o nosso radar tornou-se um pouco menos vermelho, ficando um pouco mais amarelo, embora a maioria dos nossos principais indicadores continuem aquém dos níveis médios”, frisou Shafik.

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