SABMiller dá o “ok” à fusão com a AB InBev

  • Rita Atalaia
  • 29 Setembro 2016

Os acionistas da SABMiller aprovaram a fusão de 103 mil milhões de dólares com a Anheuser-Busch InBev NV, juntando as duas maiores fabricantes de cerveja do mundo.

Os acionistas da SABMiller aprovaram a fusão de 103 mil milhões de dólares (91,9 mil milhões de euros) com a Anheuser-Busch InBev NV, juntando as duas maiores fabricantes de cerveja do mundo cerca de um ano depois de ter sido feita a proposta de aquisição. A operação deverá estar concluída a 10 de outubro.

Mais de 95% dos acionistas apoiaram o negócio, bastante acima do mínimo necessário de 75%, avança a Bloomberg.

A fabricante belga AB InBev vai dominar a nova empresa, que vai ser responsável por cada uma de três cervejas vendidas mundialmente. A fabricante da Budweiser vai manter o nome, anulando quaisquer vestígios da SABMiller, e apenas um dos executivos da empresa britânica fará parte da nova equipa.

A AB InBev planeia reduzir cerca de 3% da força laboral da empresa, com o objetivo de gerar 1,4 mil milhões de dólares de poupanças anuais.

Esta aprovação põe fim a um processo que durou cerca de um ano e que assistiu a muitos impasses entre as duas empresas devido ao preço e alienações de ativos para satisfazer os reguladores da concorrência a nível mundial.

 

 

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

SABMiller dá o “ok” à fusão com a AB InBev

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião