Queda da libra protege Reino Unido no Brexit

O vice-governador do Banco de Inglaterra, Ben Broadbent, defende que o tombo da divisa britânica desde o voto ao Brexit protege a economia de choques resultantes da decisão.

A libra tem estado forte derrapagem desde o “sim” à saída do Reino Unido da União no referendo de 23 de junho. Desde aí, a divisa britânica já desvalorizou cerca de 18%, negociando em mínimos de quase 31 anos face ao dólar. Para Ben Broadbent, vice-governador do Banco de Inglaterra (BoE), esta queda à pique pode ajudar a economia britânica a proteger-se de eventuais choques que resultem da decisão.

Quando questionado na rádio da BBC, se o BoE iria intervir caso a libra ficasse muito fraca, Broadbent afirmou que a flexibilidade da taxa de câmbio representa uma importante almofada para a economia. “Tendo uma moeda flexível é algo extremamente importante, sobretudo num ambiente em que a economia está a enfrentar um choque que é distinto face aos nossos pares comerciais”, afirmou esta segunda-feira este responsável do banco central britânico. “Sob a forma do referendo, nós tivemos exatamente um desses choques. Permitir à moeda reagir a isso é um muito importante absorvedor de choques”.

O fraco valor da libra irá também puxar pelos custos de importação e transmitir-se através de uma subida dos preços ao consumidor ao longo dos próximos meses. Broadbent afirmou que a inflação irá provavelmente superar a “em alguma medida” a meta nos próximos anos [objetivo de 2%], mas não se revelou muito preocupado com esse cenário.

A libra conhece esta segunda-feira mais um dia de perdas face ao dólar e ao euro. A divisa britânica recua 0,15% face à divisa norte-americana, para os 1,2173 dólares. Já contra a moeda única a queda é de 0,23%, para os 1,1083 euros.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Queda da libra protege Reino Unido no Brexit

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião