PSD e PS chumbam proposta do PCP para limitar remunerações dos gestores públicos e privados

  • Lusa
  • 19 Outubro 2016

Ainda na terça-feira, o PSD tinha protestado contra o atual modelo remuneratório da Caixa Geral de Depósitos.

PSD e PS chumbaram esta quarta-feira uma proposta do PCP para limitar as remunerações dos gestores públicos e privados, limitando-as a 90% dos salários do Presidente da República.

A proposta, na especialidade, foi votada na comissão de Orçamento e Finanças, recebendo os votos favoráveis do Bloco de Esquerda e do CDS-PP além do proponente, o PCP, disse à Lusa o deputado comunista Miguel Tiago.

Na sequência desta votação, o PS, através do deputado João Paulo Correia, acusou o PSD de “desnorte, incoerência e demagogia” por ter votado ao lado dos socialistas hoje, depois de, na terça-feira, perante o ministro das Finanças, ter protestado contra o atual modelo remuneratório da Caixa Geral de Depósitos.

O deputado do PSD António Leitão Amaro disse à Lusa que os sociais-democratas apresentarão uma proposta autónoma sobre a matéria e rejeitou as acusações. “Não é aceitável dizer-se que, por sermos contra a proposta do PCP, estamos a favor do que o PS defende para os administradores da Caixa”, afirmou Leitão Amaro, sublinhando que os sociais-democratas defendem a lei que vigorava anteriormente e que impunha limitações salariais.

PSD e CDS-PP chegaram a propor a cessão de vigência do estatuto dos gestores públicos, que foi chumbada pela maioria de esquerda em plenário.

O CDS-PP, que votou a favor da proposta do PCP, considerou que a votação foi uma “oportunidade perdida para os gestores da Caixa voltarem a ter regras na sua atuação e limites nas suas remunerações”.

A deputada centrista Cecília Meireles considerou, em declarações aos jornalistas, que a votação hoje em comissão “não foi um episódio feliz, e na prática, quer dizer que as coisas vão continuar como estão” para os administradores do banco público.

O deputado do PS João Paulo Correia reiterou que as remunerações dos administradores da Caixa estão na média das práticas dos quatro bancos portugueses que estão sob alçada do Banco Central Europeu (BCE).

“Quem analisar os vencimentos dos administradores dos quatro bancos que estão sob alçada do BCE – BCP, BPI, a CGD e Novo Banco – irão verificar que o modelo de vencimentos que atualmente está em vigor para a Caixa Geral de Depósitos não é o modelo que apresenta os maiores valores, está na média desses quatro bancos”, declarou aos jornalistas João Paulo Correia.

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