Brexit: Bancos internacionais prontos para deixar o Reino Unido

  • Lusa
  • 23 Outubro 2016

De olhos postos no pós-Brexit, alguns bancos internacionais com sede no país estão prontos para relocalizar algumas operações no estrangeiro já em 2017.

Bancos internacionais sediados no Reino Unido preparam a relocalização de algumas operações no estrangeiro em 2017, devido a receios sobre o ambiente de incerteza que vai marcar o período pós-Brexit, segundo a Associação de Banqueiros Britânicos (BBA). “As suas mãos [dos banqueiros] estão a tremer sobre o botão ‘relocalizar’”, escreveu Anthony Browne, presidente da BBA, num artigo publicado pelo semanário The Observer.

Segundo o responsável, os bancos não sabem se vão poder continuar a oferecer os seus serviços por toda a Europa depois de o Reino Unido deixar a União Europeia em 2019, pelo que estão a preparar-se para todas as eventualidades.

O Governo britânico anunciou que vai desencadear o período negocial de dois anos para deixar o bloco europeu no primeiro trimestre do próximo ano e os bancos já solicitaram que, antes de o ‘Brexit’ ser consumado, sejam acautelados acordos transitórios entre Londres e Bruxelas para defender os interesses do setor, que conta com inúmeras operações transnacionais.

Anthony Browne indicou que os bancos com sede no Reino Unido têm empréstimos de 1,2 biliões de euros concedidos a empresas e governos do resto da União Europeia, “mantendo à tona o continente em termos financeiros”. E acrescentou que o comércio livre nos serviços financeiros entre o Reino Unido e a Europa continental está avaliado em mais de 22,5 mil milhões de euros.

O líder da BBA considerou mesmo que o setor bancário vai ser, provavelmente, mais afetado pelo ‘Brexit’ do que qualquer outra atividade económica, já que é de longe a maior indústria exportadora do Reino Unido.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Brexit: Bancos internacionais prontos para deixar o Reino Unido

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião