Bloco: CGD não pode ser liderada por quem não demonstra transparência sobre rendimentos

  • Lusa
  • 28 Outubro 2016

Catarina Martins disse que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) não pode ser gerida por quem não cumpra "deveres de transparência sobre os seus rendimentos", numa alusão à atual polémica no banco.

 

“Não pode estar à frente da CGD quem não quiser cumprir deveres de transparência sobre os seus rendimentos”, realçou Catarina Martins, que falava aos jornalistas em Bragança, à margem de uma visita a uma unidade hospitalar, encontro que integra as jornadas parlamentares do partido.

Toda a situação da CGD “é lamentável”, acrescentou a bloquista, numa altura em que se discute os salários da administração, nomeadamente do presidente executivo António Domingues, e uma eventual não apresentação deste da sua declaração de rendimentos como forma de escrutínio público.

“Não há razão nenhuma para quem administra o banco público ter menos obrigações de transparência que um titular de cargos políticos”, sustenta Catarina Martins.

Domingues, vincou a dirigente, não tem “condições para não apresentar” os seus rendimentos e a origem destes.

“A CGD é o banco público, o maior banco português, um banco em que todos confiamos e que devia ser notícia por boas razões”, continuou a líder do BE.

Admitindo uma “divergência” com o Governo sobre a gestão desta matéria, Catarina Martins foi mais longe: “Não devem ser os banqueiros a chantagear o Estado sobre as condições em que estão ou não a administrar o banco público”.

E prosseguiu: “Pagar salários milionários e dar todo o privilégio aos banqueiros não garantiu boa gestão de nenhum”.

Neste ponto, o BE apresentará em breve “alternativas” na procura de maior transparência nos escolhidos para o banco público, adiantou a coordenadora do partido.

O PSD anunciou hoje também querer fixar na lei os critérios da “razoabilidade e adequação” nos salários dos gestores públicos, num diploma que visa ainda garantir que a administração da CGD fica obrigada aos deveres de transparência.

Sobre este texto, a líder bloquista disse que “não resolve nada” e passa por um regressar “à lei antiga”.

“No passado já tínhamos salários milionários e problemas de responsabilização”, disse.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bloco: CGD não pode ser liderada por quem não demonstra transparência sobre rendimentos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião