Portugal vai criar carro elétrico com o Brasil

  • Lusa
  • 1 Novembro 2016

António Costa revelou, ao lado do presidente do Brasil, Michel Temer, que depois da experiência com o Embraer KC-390, o próximo passo é lançar um carro elétrico.

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que Portugal e o Brasil estão “num novo patamar de relacionamento” e destacou um “novo projeto muito ambicioso” sobre a construção de um carro elétrico.

Antes destas declarações, foram assinados acordos bilaterais, um dos quais sobre mobilidade elétrica, entre a Fundação Parque Tecnológico Itaipu, do Brasil, e o Centro de Excelência e Inovação para a Indústria Automóvel (CEIIA), de Portugal.

No final da XII Cimeira Luso-Brasileira, o primeiro-ministro português começou por agradecer ao Presidente Michel Temer por “ter feito questão de logo no início deste seu mandato reestabelecer as reuniões bilaterais entre Portugal e o Brasil, que não tinham lugar há mais de três anos”.

 

“É muito importante que, para além de toda a história que já construímos em conjunto, nos concentremos no muito que ainda podemos fazer nos próximos anos. E hoje o patamar das relações entre Portugal e o Brasil já é muito diferente daquele que era há uns anos”, acrescentou.

António Costa salientou a evolução das relações económicas e comerciais entre os dois países: “Hoje já não falamos só de importação e exportação de petróleo, de carne, de vinho ou de azeite. Hoje podemos falar na cooperação técnica e científica ao mais alto nível”.

O primeiro-ministro considerou que “a experiência do [avião da Embraer] KC-390 é exemplar”, por ser um projeto desenvolvido “em conjunto, mobilizando o melhor da engenharia brasileira e portuguesa”, com a produção feita parcialmente em Portugal, na fábrica em Évora, e parcialmente no Brasil.

“É um projeto que já está a ser replicado agora num novo projeto muito ambicioso, que foi aliás objeto de dois acordos aqui hoje assinados, que tem a ver construção de um carro movido exclusivamente a eletricidade”, adiantou António Costa, concluindo: “Estamos por isso hoje num novo patamar de relacionamento”.

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