Novo Banco recebe 4+1 propostas de compra

O Banco de Portugal recebeu quatro propostas vinculativas para a compra do Novo Banco a que se junta ainda a do China Minsheng.

Tal como era esperado o Banco de Portugal recebeu cinco propostas para a compra do Novo Banco. BCP, BPI, os fundos norte-americanos Apollo Management em parceria com a Center Bridge e a Lone Star entregaram propostas firmes para a compra do banco liderado por António Ramalho, através da venda direta. Já os chineses estão interessados na venda em mercado, sabe o ECO.

Em comunicado, o Banco de Portugal dá conta de que “recebeu cinco propostas no âmbito dos dois procedimentos de venda — procedimento de venda estratégica e procedimento de venda em mercado“.

A instituição liderada por Carlos Costa diz ainda que o regulador irá agora proceder à análise “à luz dos critérios estabelecidos nos respetivos cadernos de encargos, divulgados no passado mês de abril”. No comunicado não é referido o nome dos interessados.

O comunicado do Banco de Portugal refere ainda que “terminou hoje às 17 horas o prazo previsto para os investidores que cumprem os critérios de elegibilidade para o processo de venda do Novo Banco iniciado a 15 de janeiro de 2016 entregarem as suas propostas”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novo Banco recebe 4+1 propostas de compra

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião