Facebook tira anúncios a sites de notícias falsas

  • Marta Santos Silva
  • 15 Novembro 2016

Os meios que promovem notícias enganadoras ou falsas juntam-se assim à pornografia, aos esquemas de trabalho remoto e à venda de armas na lista de anúncios proibidos no Facebook.

O Facebook decidiu juntar a promoção de notícias falsas à sua lista de atividades proibidas nos termos que devem ser respeitados pelos anunciantes. Segundo disse um porta-voz da empresa ao jornal The Wall Street Journal, a decisão foi de clarificar que a proibição que já estava implícita se aplica realmente às notícias falsas.

“Policiamos vigorosamente o respeito pelas nossas políticas e agimos rapidamente contra sites e aplicações que as violem”, disse o porta-voz. “A nossa equipa vai continuar a verificar atentamente o comportamento dos anunciantes”.

A mudança feita pela maior rede social do mundo segue-se à decisão, também ontem, por parte do motor de busca Google de banir também os anúncios de publicações dedicadas às notícias falsas ou enganadoras. Os sites de notícias falsas passam assim a estar incluídos na categoria de “sites enganadores e ilegais”.

Mais de quatro milhões de anunciantes fazem publicidade no Facebook, escreve a Quartz, que esclarece que a alteração não vai afetar a divulgação de notícias falsas ou enganadoras através do feed de notícias dos utilizadores. A disseminação de notícias falsas através do Facebook tem estado sob especial escrutínio desde as eleições nos Estados Unidos, com o fundador da rede social, Mark Zuckerberg, a rejeitar publicamente a ideia de que o Facebook tivesse influenciado os resultados.

No entanto, sublinha a Quartz, a decisão de proibir os sites de notícias falsas de anunciar no Facebook mostra uma dissonância nas declarações da rede social: enquanto por um lado disse que não lhe seria possível limitar as publicações no feed de notícias por ser difícil distinguir as notícias falsas ou enganadoras das restantes publicações, criar uma limitação aos anúncios desse tipo de sites requer precisamente que essa distinção seja feita. O Facebook ainda não explicou como vai proceder para o fazer.

O jornal britânico The Guardian escreve esta manhã que um grupo de funcionários do Facebook decidiu montar uma operação secreta para procurar lidar precisamente com o problema das notícias falsas no feed de notícias.

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