Mota-Engil afunda, Lisboa avança

A Mota-Engil afunda depois de ter anunciado que não vai prestar contas trimestrais. Ainda assim, a praça portuguesa avança pela quinta sessão consecutiva.

Apesar da queda acentuada da Mota-Engil, o PSI-20 arranca a sessão novamente em terreno positivo, acompanhando o sentimento positivo verificado na generalidade das praças europeias, por causa do relativo otimismo em relação à robustez da economia global que será suficiente para acomodar a inversão dos bancos centrais para uma política monetária mais conservadora.

O principal índice português subia 0,41% para 4.460,00 pontos, naquela que é a quinta sessão de ganhos consecutiva em Lisboa. Destaques: a Semapa avança mais de 3% com o ambiente cambial mais favorável às exportadoras de papel e a Galp somava 1,27% com a valorização do barril de petróleo.

Do lado negativo, as ações da construtora Mota-Engil afundavam 6,25% para 1,56 euros, depois de ter deixado o mercado sem informação relativa às contas do terceiro trimestre — a cotada vai passar a partir de agora a comunicar os resultados semestrais. Adicionalmente, o CaixaBI baixou a avaliação para o título e para as estimativas em “todos os segmentos operacionais” da construtora “de forma a incorporar as tendências operacionais evidenciadas ao longo dos últimos períodos reportados”.

“A empresa já havia sugerido a possibilidade de não apresentar contas trimestrais e acreditamos que ela deve afetar a visibilidade da empresa”, referiram os analistas da Haitong numa nota de análise divulgada esta manhã.

"A Mota-Engil já havia sugerido a possibilidade de não apresentar contas trimestrais e acreditamos que ela deve afetar a visibilidade da empresa.”

Haitong

Nota de research

Entre os pesos pesados da bolsa nacional, além da Galp, também a Jerónimo Martins avançava mais de 1%, ao mesmo tempo que a EDP e EDP Renováveis ganhavam ambos até 0,5%, dando força ao índice de referência português.

Entretanto, com Wall Street em máximos históricos por causa da confiança dos investidores em relação as perspetivas mais positivas para a economia mundial, que vão absorver o impacto da subida dos juros da parte da Reserva Federal norte-americana, também os principais índices europeus despertavam em zona de ganhos. O CAC 40 de Paris valorizava 0,17% e o FTSE de Londres ganhava 0,42%.

No mercado de dívida, os juros portugueses subiam esta manhã na generalidade dos prazos, com a taxa a 10 anos e a 5 anos a avançar para 3,653% e 2,179%, respetivamente, antes de o Tesouro português ir pela última vez ao mercado este ano para levantar até 750 milhões de euros em obrigações a cinco anos. Os analistas ouvidos pelo ECO esperam um juro médio entre 2,1% e 2,2% na operação.

(notícia em atualizada às 8h28)

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