“Nacionalidade do acionista não é relevante. Importa é a qualidade”

Banqueiros são consensuais: a questão da nacionalidade dos novos acionistas dos bancos portugueses não é relevante. Importa é a qualidade e essa é verificada pelo Banco Central Europeu.

O espanhol CaixaBank está em vias de controlar a maior parte do capital do BPI. No passado domingo, o grupo chinês Fosun adquiriu 16,7% do BCP, numa altura em que os angolanos da Sonangol pretendem aumentar a sua posição no maior banco privado português. Para os presidentes dos principais bancos portugueses, a diversificação geográfica dos acionistas dos bancos em Portugal não é preocupante.

“Maior diversidade é bom para a concorrência”, diz Nuno Amado, presidente do BCP, sublinhando que “a questão da nacionalidade do acionista não importa, mas antes a qualidade”. “Sou muito favorável a essa diversificação. Mas é bom que nessa diversidade haja uma base portuguesa“, adiantou o gestor no Fórum Banca 2016, do Jornal Económico e PwC. Amado lembrou ainda que “para haver investidores qualificados é preciso passar no carimbo do BCE”. “Isso é positivo”, frisou.

Também Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta (detido pelo grupo espanhol Santander), diz mesmo ser incorreto “colocar barreiras à entrada de acionistas, sejam de que origem geográfica ou outra forem”. “Quero que é os acionistas estejam dispostos a cumprir as leis portuguesas. De resto, não faço qualquer diferenciação. Têm é de estar de acordo com as regras, ética e práticas do país.

Para António Ramalho, presidente do Novo Banco — e que brevemente conhecerá um novo acionista –, assegurando a idoneidade do acionista, é preciso adotar uma abordagem “humilde” em relação a esta questão. “Não tem nada de anormal nesta diversificação geográfica dos acionistas dos bancos. Aliás, num país com a história de Portugal é natural que haja muitas geografias a olhar para nós”, disse.

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