Euro iguala mínimo de um ano

O dólar está a disparar contra a maioria das moedas mundiais. Com a Fed a sinalizar a subida de juros para dezembro, a moeda norte-americana está a tocar máximos face ao euro e ao iene.

Com a economia norte-americana a evidenciar sinais de robutez, mesmo antes de Donald Trump tomar lugar na Casa Branca com a promessa de fazer levantar ainda mais a atividade económica, o dólar continua o seu percurso de apreciação face à generalidade das moedas mundiais. Está em máximos de mais de um ano contra o euro.

No caso da moeda europeia, a paridade está cada vez mais à vista. A moeda única da Zona Euro recuava pela 13ª sessão nas últimas 14 sessões, cotando-se esta manhã nos 1,0523 dólares, igualando o nível mais baixo desde dezembro de 2015. Também o iene japonês seguia pressionado, estando a negociar contra a nota verde, na casa dos 0,00887 dólares, um mínimo de quase dois anos.

“O dólar está a ser impulsionado pela subida dos juros das obrigações norte-americanas e pelos dados económicos sólidos”, justificava Takuya Kanda, especialista da Gaitame.com Research Institute, à Bloomberg. “O dólar tem sido guiado sobretudo por movimentos de curto prazo num mercado anormal com o resultado da eleição de Donald Trump. Há espaço para serem construídas posições de longo prazo”, acrescentou, antecipando uma queda do dólar.

"O dólar está a ser impulsionado pela subida dos juros das obrigações norte-americanas e pelos dados económicos sólidos. O dólar tem sido guiado sobretudo por movimentos de curto prazo num mercado anormal com o resultado da eleição de Donald Trump. Há espaço para serem construídas posições de longo prazo”, acrescentou, antecipando uma queda do dólar.”

Takuya Kanda

Gaitame.com Research Institute

Os dados dos pedidos de subsídio de desemprego e das encomendas de bens duradouros revelados esta quarta-feira mostraram que a maior economia do mundo continua a apresentar sinais de crescimento. Uma circunstância que, perante a intenção de Trump de introduzir estímulos orçamentais, deixa o mercado com a certeza de que a Reserva Federal norte-americana vai subir a taxa de juro diretora já em dezembro.

Essa expectativa foi reforçada ontem pela Fed. As atas do Comité de Operações no Mercado Aberto (FOMC) revelaram que os responsáveis pela política monetária americana “notaram que as recentes comunicações do comité eram consistentes com um aumento no intervalo das taxas de juro da Fed, no curto prazo, ou argumentaram que, para preservarem a credibilidade, uma subida dessa natureza deveria ocorrer na próxima reunião”.

Com a inflação a convergir para a meta da Fed, os juros das obrigações norte-americanas também estão a subir — para evitar que subida generalizada dos preços corroía os retornos dos ativos. A taxa da dívida a dez anos reforçava máximos de junho de 2015.

O dólar forte também deixava o mercado da commodities deprimido. Com as matérias-primas a cotarem-se na divisa norte-americana, o apetite do mercado por ativos como ouro perante um dólar em alta. O metal amarelo cedia 0,31% pela terceira sessão, cotando-se abaixo dos 1.200 por onça.

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