Eduardo dos Santos diz que restruturação na Sonangol “está no bom caminho”

Eduardo dos Santos garante que a reestruturação da petrolífera estatal Sonangol, liderada desde junho por Isabel dos Santos, "está no bom caminho".

A implementação do programa de adequação do Banco Nacional de Angola e do sistema bancário nacional à legislação nacional e internacional e boas práticas universais está no bom caminho, assim como a reorganização e melhoria da gestão da Sonangol”, afirmou hoje o Chefe de Estado e líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

A posição foi transmitida no discurso de abertura da segunda reunião ordinária do Comité Central do MPLA, que hoje se realiza em Luanda, com José Eduardo dos Santos a abordar a evolução da situação económica do país.

A presidente da Sonangol e filha do Chefe de Estado, Isabel dos Santos, disse quinta-feira, em conferência de imprensa, que a petrolífera angolana precisa de uma reestruturação financeira e de 1.569 milhões de dólares (1.476 milhões de euros) para fazer face às necessidades de pagamentos até final do ano.

Face à queda das receitas, a concessionária já não prevê entregar dividendos ao Estado em 2016, mesmo após poupanças já contabilizadas de 240 milhões de dólares (225 milhões de euros). Após análise e diagnóstico do grupo, nos últimos cinco meses, Isabel dos Santos afirmou mesmo que a situação da Sonangol “é bastante mais grave do que o cenário inicialmente delineado”, obrigando a “decisões de gestão com caráter de urgência”.

Na intervenção de hoje, perante os membros do Comité Central, José Eduardo dos Santos disse que a execução da estratégia governamental “para saída da crise”, que assenta no aumento da produção nacional para incrementar e diversificar as exportações, essencialmente ainda à base de petróleo, e para cortar nas importações, “ganhou um novo fôlego”.

Tendo em conta o desempenho do primeiro semestre, influenciado pela forte quebra na cotação internacional do barril de crude, acrescentou que os preços dos produtos da cesta básica “baixaram em mais de 50%”.

“E verificou-se a retoma da atividade das empresas que estavam a paralisar, o restabelecimento dos contratos de investimento público, em vários domínios, e o aumento do emprego”, apontou.

O Comité Central do MPLA conta desde agosto último com 363 membros e da ordem de trabalhos da reunião de hoje, a segunda do atual mandato, consta a apreciação da estratégia do partido para as eleições gerais de 2017. Os trabalhos do congresso ficaram marcados pelas notícias que de que João Lourenço, o atual ministro da Defesa e um ex-comissário político das FAPLA, o antigo exército do MPLA, vai suceder a José Eduardo dos Santos.

Na abertura da reunião, José Eduardo dos Santos pediu ainda um minuto de silêncio em homenagem ao líder cubano Fidel Castro, falecido há uma semana e aliado histórico do MPLA.

O presidente do partido destacou que Fidel Castro “foi o maior amigo de Angola” e uma “figura histórica” do movimento revolucionário.

“Ajudou o povo angolano a conquistar a independência. A defender essa independência. A defender a integridade territorial e todas as conquistas então alcançadas”, enfatizou José Eduardo dos Santos.

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