Crescimento: Portugal compara bem com a Europa

Portugal registou a terceira maior subida em cadeia (0,8%), segundo o Eurostat. Mas, em termos homólogos, a evolução foi de 1,6%, o que atira Portugal para o fundo da tabela.

A economia da zona euro cresceu 1,7% no terceiro trimestre face ao período homólogo, à boleia das despesas de consumo privado e público, revelam os dados hoje divulgados pelo Eurostat.

Numa comparação com o segundo trimestre, a evolução do PIB da zona euro foi de 0,3%. Portugal registou a terceira maior subida em cadeia (0,8%), segundo o Eurostat. Na comparação com o trimestre anterior, a economia da Croácia foi a que mais cresceu (1,7%), seguindo-se a da Eslovénia (1,0%), de Portugal e da Grécia (0,8% cada).

Portugal registou a terceira maior subida em cadeia

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Fonte: Eurostat

Quando a leitura é feita em termos homólogos, ou seja face ao mesmo trimestre do ano anterior, Portugal cresceu 1,6%. Um desempenho que atira o país para o sexto pior desempenho ex-aequo com a Finlândia e a Hungria. As últimas posições são ocupadas pela Letónia (0,3%), Itália (1%) e França (1,1%), revela o Eurostat.

O Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia (UE), por seu lado, aumentou 1,9% entre julho e setembro face ao terceiro trimestre de 2015 e 0,4% quando comparado com o segundo trimestre do ano.

De acordo com o gabinete oficial de estatísticas da UE, face ao trimestre homólogo de 2015, a Roménia foi o país cujo PIB mais aumentou (4,6%), seguindo-se a Bulgária (3,4%) e a Eslováquia (3,2%).

Uma análise detalhada das componentes do Produto mostra que o crescimento em cadeia nas despesa pública e das famílias da zona euro melhorou ligeiramente para 0,3% e 0,5%, respetivamente. Já o crescimento da formação bruta de capital fixo abrandou para 0,2% face aos 1,2% registados no trimestre anterior.

Assim, na zona euro, as despesas de consumo privado tiveram um contributo positivo, enquanto o investimento foi neutro. “O crescimento do investimento foi o mais fraco em mais de um ano”, sublinha Bert Colijn, economista senior no ING.

Os dados do Eurostat revelam ainda que as exportações aumentaram 0,1% e as importações 0,2%, por isso, a contribuição do comércio externo para o PIB foi negativa no terceiro trimestre.

“Estes dados apontam que o Brexit de facto teve um impacto imediato na economia da zona euro já que os empresários adiram decisões de investimento tendo em conta a incerteza política e a incerteza relativamente às regras comerciais com o Reino Unido”, sublinhou Bert Colijn.

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