Ramalho estuda marca Novo Banco com mais mulheres

  • ECO
  • 12 Dezembro 2016

Numa entrevista com os trabalhadores, António Ramalho adiantou que a marca Novo Banco será repensada assim que o novo acionista tomar conta da instituição. E quer mais mulheres nas linhas de sucessão.

Nova marca e mais mulheres nas linhas de sucessão. António Ramalho, presidente do Novo Banco, adiantou aos funcionários do banco que a instituição vai repensar a marca assim que tenha um novo acionista, ao mesmo tempo que considera que o peso das mulheres nas estruturas dirigentes deve aumentar.

“A marca vai ter de ser discutida quando tivermos novos acionistas”, revelou António Ramalho, numa entrevista realizada a partir de perguntas dos trabalhadores e emitida em tempo real na intranet da instituição, no dia em que passaram 100 dias desde que é presidente do Novo Banco, citada pelo Jornal de Negócios. “Vamos fazer uma marca da nova geração, o que implica trabalhar com os clientes e com os trabalhadores. Vamos ouvir as pessoas sobre a marca”, disse o responsável.

Para Ramalho, apesar da “marca jovem, que tem provado bem”, é necessário analisar como “é que esta marca casa com o passado“. “É um desafio enorme e ninguém tem respostas muito claras. Queremos fazer um exercício de partilha desta dúvida da marca. É um desafio que fica para o início do ano”, afirmou.

"A marca vai ter de ser discutida quando tivermos novos acionistas. Vamos fazer uma marca da nova geração, o que implica trabalhar com os clientes e com os trabalhadores. Vamos ouvir as pessoas sobre a marca.”

António Ramalho

Novo Banco

A marca Novo Banco foi criada no primeiro fim de semana de agosto de 2014, na sequência de uma medida de resolução aplicada pelo Banco de Portugal ao BES. O novo dono do banco será conhecido na semana do Natal.

Mais mulheres no Novo Banco

Na mesma entrevista, António Ramalho revelou ainda que gostaria de ver o peso das mulheres nas estruturas dirigentes do Novo Banco aumentar. “Vamos pôr algumas quotas racionais, por exemplo, quando tivermos de definir a política de sucessão que é exigida pelo Banco Central Europeu”, revelou Ramalho na entrevista aos trabalhadores.

Em causa estão os planos que preveem como é que os gestores e altos diretores do Novo Banco serão substituídos em caso de necessidade. “Tem de haver três sucessores e, pelo menos um, terá de ser mulher. Ou terá de haver um homem”, frisou.

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