Algarve acelerou economia portuguesa em 2015 graças ao turismo

  • Tiago Varzim
  • 16 Dezembro 2016

Apesar de representar menos de 5% do PIB português, o Algarve foi a região que mais cresceu em 2015. Norte, Centro e Lisboa continuam a ser os motores da economia portuguesa.

A região Norte foi o “principal motor de crescimento da produtividade” no país durante o período de recuperação económica, mas a região do Algarve, em 2015, foi o principal responsável pelo crescimento económico do país em comparação homóloga. As contas regionais preliminares, divulgadas esta sexta-feira pelo INE, explica o resultado com a evolução positiva do turismo no Algarve.

Em 2014, a região mais a sul do país já tinha sido a que mais cresceu: 3,1% para o Algarve, seguidos de 2% para o Norte e para a Madeira. Em 2015, segundo os resultados preliminares do INE, o Algarve voltou a ser um dos motores do crescimento económico em Portugal com 2,7%, seguido do Norte e Centro com 1,9%. Ou seja, face ao anterior, o Algarve continuou a ser o que mais cresce.

Crescimento económico por zonas em 2015

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Fonte: INE

O turismo é a explicação para esta evolução da economia do Algarve, um contributo decisivo que se traduz no “aumento do Valor Acrescentado Bruto dos ramos do comércio, transportes, alojamento e restauração, cujos volumes variaram, respetivamente, 4,6%, 3,5% e 3,9%”, explica o INE. O contraste com o Norte e o Centro é visível: nestas duas áreas o que faz avançar a economia e a indústria, “ramo com especial relevância nestas regiões”, vinca o relatório.

Mas nem todas as regiões ajudaram o país a alcançar um crescimento do Produto Interno Bruto de 1,6%. Apesar de crescerem, também a zona da Grande Lisboa (1,2%) como a do Alentejo (1,2%) registaram subidas inferiores à média do país. Pelo contrário: a Madeira passou de um crescimento de 2% para uma recessão com um ligeiro decréscimo (-0,1%).

Essa evolução da Região Autónoma da Madeira é explicada pelo INE: “Resultou da diminuição do VAB das empresas que operam a partir do Centro Internacional de Negócios da Madeira. Estima-se que, sem esse contributo desfavorável, o PIB da Região Autónoma da Madeira tivesse crescido 0,2% em volume”, estima o Instituto Nacional de Estatística.

Além disso, o Algarve está a crescer mais do que as outras áreas em termos homólogos, mas é, excluindo as ilhas, a região que menos peso tem no PIB nacional. Isto é: uma evolução desta região do sul tem menor impacto no PIB do que uma evolução em Lisboa (36,4%), Norte (29,5%) ou Centro (18,9%), que em conjunto representaram em 2015 quase 85% do Produto Interno Bruto de Portugal.

A seguir encontra-se o Alentejo com 6,4%, o Algarve com 4,4% e só depois as ilhas com a Madeira a liderar (2,3%) e os Açores em último (2,1) em termos de peso no PIB.

Editado por Mónica Silvares

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