Berlim: Merkel diz que “foi um ataque terrorista”

A chanceler alemã condenou o ataque que, apesar de não existir certezas, diz ter sido um atentado. Merkel disse ainda ser particularmente repugnante se o atacante for um refugiado.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, referiu-se ao ataque como um “atentado”, mas Angela Merkel foi mais cautelosa: “Com base nas evidências atuais nós temos de assumir que isto foi um ataque terrorista”, afirmou numa conferência de imprensa esta terça-feira de manhã. A chanceler alemã garantiu que as autoridades estão a trabalhar para descobrir se o atropelamento com um camião, esta segunda-feira, a um mercado de natal se tratou de um atentado.

Na conferência de imprensa, dada pela televisão, em Berlim, esta terça-feira, Merkel pediu cautela uma vez que “ainda existe muita informação desta ação que precisa da certeza necessária” para fazer se retirar mais conclusões. “Mas com base nas evidências atuais nós temos de assumir que isto foi um ataque terrorista”, afirmou a chanceler alemã.

Angela Merkel fez uma declaração curta na conferência de imprensa, mas deixou um aviso particularmente marcante: Merkel disse que será particularmente repugnante se o atacante tiver sido um refugiado, ou seja, alguém que recebeu proteção da Alemanha.

De madrugada, a Lusa avançou que, de acordo com informação das forças de segurança, no Twitter, 48 pessoas, algumas das quais com ferimentos muito graves, foram transportadas para hospitais. 12 pessoas morreram no atropelamento. O incidente ocorreu às 20h15 locais (19h15 em Lisboa) na praça Breitscheidplatz, quando um veículo pesado saiu da estrada e entrou na zona pedonal do mercado de Natal. As autoridades alemãs já revelaram esta terça-feira de manhã que o ataque foi intencional.

O condutor do camião que atropelou, na segunda-feira, dezenas de pessoas num mercado de Natal em Berlim, e que provocou 12 mortos, entrou na Alemanha como refugiado, sendo provavelmente de origem paquistanesa, referiu o jornal Die Welt, escreve a Lusa. O jornal, que cita fontes da investigação, escreve que o suspeito entrou na Alemanha como requerente de asilo, em fevereiro deste ano.

Editado por Paulo Moutinho

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