Monte dei Paschi vai ser nacionalizado e as ações… sobem

Operação de recapitalização do Monte dei Paschi no valor de cinco mil milhões de euros deverá falhar, abrindo a porta do banco à entrada do Estado. Ações estiveram a afundar 7%, mas já estão a subir.

Montanha russa de emoções e avaliações em torno do Monte dei Paschi, o mais antigo banco de Mundo que tem as portas abertas à entrada do Estado à medida em que o plano de recapitalização vai entrando na fase decisiva e sem resultados à vista. As ações do banco estiveram a afundar mais de 7% esta manhã em Milão. Mas já estão a subir 2,33% para 16,68 euros.

O Monte dei Paschi revelou esta quinta-feira que nenhum investidor de referência manifestou interesse em participar na venda de ações promovida pelo banco no âmbito da operação de reforço de capitais na ordem dos cinco mil milhões de euros. A instituição adiantou que da troca de dívida por ações deverá apenas conseguir fundos na ordem dos dois mil milhões de euros, um montante manifestamente insuficiente para convencer os investidores a participarem no aumento de capital através de novas ações.

O fundo soberano do Qatar era umas das possibilidades para adquirir novas ações do Monte dei Paschi, segundo adiantaram várias fontes à Bloomberg na última semana. Outras instituições consideraram investir no banco, mas fizeram depender esse investimento da entrada de acionistas de referência.

Na iminência de falhar o plano de recapitalização, o fundo de 20 mil milhões de euros que o Governo vai colocar à disposição para salvar o setor financeiro surge num horizonte cada vez mais próximo para o Monte dei Paschi, cuja nacionalização deverá ser a maior em Itália desde a década de 1930.

“A solução para o problema Monte dei Paschi deverá reduzir o risco sistémico no setor”, referiu Manuela Meroni, analista do Intesa Sanpaolo, numa nota citada pela Bloomberg, antecipando um cenário de intervenção do Estado e de perdas para os obrigacionistas do Monte dei Paschi.

O resgate ao Monte dei Paschi deverá anteceder a ajuda estatal a outros bancos italianos, incluindo o Veneto Banca e o Banca Popolare di Vicenza.

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