Oficial: Lone Star lidera corrida ao Novo Banco

Confirma-se. Tal como avançou o ECO, o fundo americano é o "mais bem colocado" para ficar com o Novo Banco. Os outros dois concorrentes ainda vão melhorar as suas ofertas, diz o Banco de Portugal.

O Banco de Portugal tinha em cima da mesa três propostas para a compra do Novo Banco: a do China Minsheng, a do consórcio Apollo/Centerbridge e uma do fundo norte-americano de private equity Lone Star. A escolha do Banco de Portugal para aprofundar a negociação para a venda, tal como o ECO noticiou esta quarta-feira, recaiu sobre este último fundo que aposta no setor imobiliário, mas tem aumentado a sua exposição ao setor financeiro tanto nos EUA como na Europa.

“Com base nos elementos disponíveis nesta data [o Banco de Portugal conclui] que o potencial investidor Lone Star é a entidade mais bem colocada para finalizar com sucesso o processo negocial tendente à aquisição das ações do Novo Banco e decidiu convidá-lo para um aprofundamento das negociações”, refere o regulador em comunicado.

"A proposta do potencial investidor Lone Star é a que mais assegura estes objetivos [estabilidade do sistema financeiro e reforço da confiança no futuro do Novo Banco] mas apresenta condicionantes, nomeadamente um potencial impacto nas contas públicas, que se procurarão minimizar ou remover no aprofundamento das negociações que agora se iniciam.”

Banco de Portugal

“A estabilidade do sistema financeiro e o reforço da confiança no futuro do Novo Banco são objetivos do processo de venda”, diz o Banco de Portugal, salientando que “a proposta do potencial investidor Lone Star é a que mais assegura estes objetivos mas apresenta condicionantes, nomeadamente um potencial impacto nas contas públicas, que se procurarão minimizar ou remover no aprofundamento das negociações que agora se iniciam”.

A proposta da Lone Star para o Novo Banco implica uma garantia de Estado, a chamada Asset Protection Scheme (APS) sobre ativos do ‘side bank’, a parte do Novo Banco que não integra a operação de retalho da instituição.

Apollo e China Minsheng vão melhorar propostas

O Lone Star vai à frente, mas as outras duas propostas ainda não estão completamente excluídas. Aliás, o Banco de Portugal sublinha que tanto o consórcio Apollo/Centerbridge como o China Minsheng estão disponíveis para melhorem as respetivas ofertas.

“Esta nova fase de negociações com o potencial investidor Lone Star não exclui a melhoria das propostas dos restantes potenciais investidores que entregaram propostas no âmbito dos dois procedimentos de venda e que já mostraram disponibilidade para o fazer”, acrescenta o mesmo comunicado.

Governo tem a última palavra

A escolha do Banco de Portugal não é definitiva, e assume a forma de uma recomendação, já que é ao Governo que caberá a última palavra. Esta quinta-feira o Governo de António Costa vai estar reunido em Conselho de Ministros e o tema vai estar em cima da mesa.

Em entrevista publicada esta quarta-feira no Diário de Notícias/TSF, o ministro das Finanças não descartou nenhum cenário, nem mesmo integrar o Novo Banco na esfera pública. Ou seja, nacionalizar o banco. “Nada está fora de questão quando se trata de garantir a estabilidade do sistema financeiro”, disse Mário Centeno.

(Notícia atualizada com mais informação sobre a escolha do Banco de Portugal para a compra do Novo Banco)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Oficial: Lone Star lidera corrida ao Novo Banco

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião