Governo discute solução para Novo Banco já amanhã

  • Margarida Peixoto
  • 4 Janeiro 2017

O Conselho de Ministros vai discutir já amanhã a solução para o Novo Banco. Contudo, nada garante que seja tomada uma decisão definitiva.

O Conselho de Ministros vai discutir esta quinta-feira a questão do Novo Banco. A proposta do Banco de Portugal sobre o que fazer com a instituição liderada por António Ramalho ainda não chegou ao Executivo, mas o Governo espera que seja entregue até ao final do dia, apurou o ECO.

Apesar de estar prevista a discussão do tema, nada garante que seja tomada uma decisão que feche o assunto já amanhã. É certo que a validade da proposta do Lone Star termina esta quarta-feira, mas o Governo entende que, independentemente disso, continua a haver espaço para negociar.

Em entrevista conjunta à TSF e ao DN, o ministro das Finanças, Mário Centeno, apontou no mesmo sentido: “O processo irá ter nos próximos dias esse momento de comunicação do Banco de Portugal daquilo que foi o processo de negociação que decorreu ao longo de muitos meses”, reconheceu. Mas “não é necessariamente o fim desse processo, no sentido em que pode haver aqui ajustamentos que sejam desejáveis, decorrentes das propostas que aparecerem”, somou o ministro, notando, todavia, que a vontade da Apollo, ou de um outro concorrente, de prolongar os prazos tem de ter sempre em atenção o limite de agosto de 2017.

Tal como o ECO avançou esta terça-feira, no início desta semana o consórcio Apollo/Centerbridge fez contactos junto do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e de Sérgio Monteiro, o líder da equipa de negociação, para pedir mais tempo. O consórcio precisa de mais uma semana para terminar a due diligence.

Apesar da dificuldade que se tem verificado em vender o banco — reforçada, tal como explicou Mário Centeno, pelo facto de terem sido colocados prazos sucessivos — o Executivo continua a garantir que a solução não pode implicar custos para os contribuintes. “Uma garantia de Estado para suportar um negócio privado e que ponha em risco dinheiro dos contribuintes é obviamente algo que nós não estamos a perspetivar neste negócio”, disse o ministro, na mesma entrevista.

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