Marcelo pede reforma do poder local com urgência

  • Lusa
  • 21 Janeiro 2017

O Presidente considerou que o poder local tem sido "um fusível de segurança" da democracia portuguesa, porque impediu a entrada do populismo no país. E reforçou a urgência de levar a cabo esta reforma

O Presidente da República reforçou a urgência de concretizar a reforma do poder local, notando que é preciso aproveitar o consenso generalizado que existe, porque essa “conjugação astral pode deixar de existir”.

Há condições únicas de conjugação nas várias instituições para que o passo possa ser dado, não sei se elas são repetíveis daqui por uns anos”, alertou o Chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, numa intervenção no encerramento da conferência nacional ’40 anos do poder local democrático’, que decorreu em Loures.

Sublinhando que “política faz-se com mulheres e homens de carne e osso” e com pessoas concretas, Marcelo Rebelo de Sousa insistiu que existem momentos em que “há pessoas concretas apostadas numa determinada mudança e essa conjugação astral pode deixar de existir noutra conjuntura completamente diversa”.

O Presidente da República considerou ainda que o poder local tem sido “um fusível de segurança” da democracia portuguesa, porque impediu a entrada do populismo no país.

Aquilo que é chamado populismo não tem entrado no nosso país, entre outras razões, porque há poder local democrático. Tem sido fusível de segurança da democracia portuguesa”, afirmou o Chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, numa intervenção no encerramento da conferência nacional “40 anos do poder local democrático”, em Loures.

Recusando discutir o que é o populismo, porque “isso é tema para académicos”, Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que “não há nada como ter quem esteja próximo da pessoas a resolver os seus problemas”, falando a verdade e tratando de questões concretas, “para evitar os discursos feitos à pressa prometendo o regresso a um passado a que não se pode nem deve regressar”.

Ou, acrescentou, discursos prometendo “um futuro de frases artificiais, ilusórias de soluções que são mais ‘sloganisticas’ do que caminhos de resolução dos problemas reais portugueses”.

 

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