Comissão da CGD afinal vai acabar mais cedo. A decisão é do PS, BE e PCP

  • Rita Atalaia
  • 27 Janeiro 2017

O PS, Bloco de Esquerda e PCP querem acabar com os trabalhos da comissão de inquérito à CGD. Esquerda quer realizar apenas mais quatro audições, o que, segundo o CDS, é um "boicote".

Afinal a comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai acabar mais cedo do que se previa. Era suposto os trabalhos prolongarem-se por mais 60 dias mas hoje o PS, Bloco de Esquerda (BE) e PCP decidiram que apenas serão ouvidos mais quatro responsáveis. O CDS diz ser um “boicote” ao funcionamento da comissão.

A esquerda uniu-se esta sexta-feira para dizer que quer terminar rapidamente os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD. A decisão foi tomada na reunião de coordenadores que decorreu esta manhã, no Parlamento. Para além de representantes do Tribunal de Contas e da Inspeção-Geral de Finanças, serão ouvidos apenas mais Nogueira Leite e Álvaro Nascimento.

Recorde-se que a comissão tinha sido prolongada por mais 60 dias. E, durante este período, os deputados teriam acesso a vários documentos, como a lista dos maiores devedores da Caixa — que o banco disse entretanto não ir entregar –, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter decidido levantar o dever de sigilo bancário e profissional do banco. Mas agora tudo depende do agendamento das restantes audições, o que “não deve acontecer antes de quinta-feira”, explica o deputado do CDS João Almeida ao ECO.

O PSD e o CDS ainda têm a possibilidade de exercer os direitos potestativos de chamar mais dez pessoas. O PSD tem oito e o CDS dois, que são Armando Vara e Mário Centeno. O deputado João Almeida diz que esta decisão é “um boicote” aos trabalhos da comissão de inquérito.

(Notícia atualizada às 11h08 com mais informação)

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