Rui Moreira: “Não há transparência na TAP”

O presidente da Câmara do Porto voltou a criticar a TAP. Para Rui Moreira, a empresa está a transformar-se numa pura parceria público-privada onde os interesses do Estado não estão a ser garantidos.

Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, voltou esta manhã a criticar a TAP. Para o autarca, que falava no ECO Talks, que esta quinta-feira teve lugar no Porto, a empresa “não é transparente”.

Rui Moreira diz que “não há transparência, não sei quem são os gestores nem o que fazem lá”.

"Enquanto a TAP for um empresa pública, não podemos aceitar que o ministro diga que não tem nada a dizer sobre a política comercial da empresa.”

Rui Moreira

Presidente da Câmara Municipal do Porto

O autarca referiu que, “enquanto a TAP for um empresa pública, não podemos aceitar que o ministro diga que não tem nada a dizer sobre a política comercial da empresa”. Ainda assim, Moreira destacou que “a resposta está a ser dada pela população”, tendo adiantado que, “apesar de não termos os números finais do ano, sabemos que perderam quota de mercado. Acho mesmo que é atualmente o terceiro operador”.

De resto, para o presidente da Câmara, “a TAP nunca foi verdadeiramente privatizada, porque mesmo nessa altura o Estado continuou a assumir a dívida e só quando o Estado quis assumir os 50% é que falei“.

Rui Moreira, que há cerca de um ano se insurgiu contra a perda de rotas diretas a partir do Porto, deixa um alerta: “Só não quero que, se isto correr mal, sejamos nós os pagadores”. E rematou: “A exemplo do que aconteceu com os fundos estruturais, também no dossiê da TAP tive razão antes do tempo”.

Para o autarca, “a TAP está a transformar-se numa pura parceria público-privada onde os interesses do Estado não estão a ser garantidos. Não somos só nós Porto, mas também Faro e a Madeira”.

Para Rui Moreira há uma “grande híper concentração em Lisboa, com o objetivo de demonstrar o esgotamento da Portela”. E de forma irónica rematou: “Se quiserem transformar a TAP numa empresa municipal e fundi-la com a Carris…”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Rui Moreira: “Não há transparência na TAP”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião