Exportações têm pior registo em sete anos

O défice da balança comercial situou-se em 10.766 milhões de euros no ano passado, um agravamento de 281 milhões de euros. Além disso, as exportações tiveram o pior crescimento desde 2009.

As exportações de bens aumentaram 0,9% no ano passado, uma desaceleração face ao crescimento de 3,7% que tinha sido registado em 2015. O valor ficou também aquém do das importações, que cresceram 1,2%, o que também corresponde a uma desaceleração face aos 2,2% que tinham crescido em 2015. Os dados foram divulgados, esta quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostram que este foi o pior crescimento das exportações portuguesas de bens desde 2009, ano em que contraíram 18,4%.

Ao todo, Portugal exportou 50.290 milhões de euros, ou 47.282 milhões sem contar com os combustíveis e lubrificantes (nesse cenário, as exportações teriam crescido 2,4%). Por outro lado, importou 61.055 milhões de euros (sem contar com combustíveis e lubrificantes, as importações teriam crescido 4,8%, para 54.923 milhões).

Feitas as contas, o défice da balança comercial situou-se em 10.766 milhões de euros, um agravamento de 281 milhões de euros. Excluindo combustíveis e lubrificantes, o défice teria sido de 7.641 milhões, um aumento de 1.405 milhões face a 2015.

Angola cai para 8º destino das exportações

Os principais destinos das exportações portuguesas cresceram todos no ano passado. Espanha mantém-se como o maior, com um crescimento de 5,5% das exportações. Segue-se França, para onde as vendas portuguesas subiram 4,8%.

As exceções continuam a ser Angola e Brasil, ambos com quedas expressivas. As exportações para Angola, atualmente o oitavo destino do comércio internacional português (era o sexto em 2015), derraparam 28,4%. Já o Brasil, para onde as vendas caíram 5,2%, foi ultrapassado pela Polónia e é agora o 13º destino das exportações portuguesas.

Do lado das importações, o maior fornecedor de Portugal volta a ser Espanha, com um aumento de 0,39%. Segue-se a Alemanha, com mais 6,2%.

Bens de consumo puxam pelas exportações

Os “fornecimentos industriais” mantiveram-se como o principal produto exportado por Portugal, ainda que tenham registado uma quebra de 1,2% no ano passado.

A puxar pelas exportações estiveram os bens de consumo, com um crescimento de 6,1%, e os produtos alimentares e bebidas, cujas vendas para o exterior subiram 4,5%.

(Notícia atualizada às 13h27 com mais informações)

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