Nuno Amado comprou quase um milhão de novas ações do BCP

Foram vários os responsáveis do BCP a acompanhar o aumento de capital realizado pelo banco. Destacam-se as compras do presidente executivo Nuno Amado. António Mexia também participou.

Nuno Amado, presidente executivo do BCP, comprou mais de 974 novas mil ações do banco, na sequência do aumento de capital concretizado no início deste mês. O negócio representou um investimento de 91,5 mil euros. Mas Amado não foi o único responsável da instituição a acompanhar o reforço de capital do BCP.

Por exemplo, o “embaixador” António Martins Monteiro, chairman do BCP, adquiriu com a sua mulher 6.540 novos títulos, num investimento de 614 euros. O vice-presidente do conselho de administração, Carlos José da Silva, investiu um pouco mais: cerca de 22 mil euros na compra de 233 mil novas ações. Miguel Bragança, CFO do banco, comprou 343 mil novas ações. E Miguel Pinheiro, vice-presidente da comissão executiva, adquiriu 339 mil novas ações.

Entre outros dirigentes do BCP que aproveitaram o aumento de capital, destaque para António Mexia. Administrador do BCP e atual presidente da EDP, Mexia subscreveu “apenas” 2.265 novos títulos do banco. Gastou 212,91 euros na operação.

No total, foram emitidos mais 14 mil milhões de novos títulos, vendidos ao preço unitário de 0,094 euros. O aumento de capital no valor de 1.330 milhões de euros permitiu ao banco devolver de forma antecipada a ajuda do Estado, ao mesmo tempo que vai ajudar a reforçar os rácios de capital para níveis acima do exigido pelo regulador.

O aumento foi subscrito em boa parte pelos chineses da Fosun, que aumentaram a sua posição para 24%. Já os angolanos da Sonangol passaram a deter mais de 15%, embora tenham assumido o objetivo de acompanhar o grupo chinês para assumir até 30% do capital do banco português.

As novas ações chegaram ao mercado esta quinta-feira. Na sessão desta sexta-feira, o BCP valorizou 0,34% para 0,1472.

Administrador renuncia

Entre as dezenas de comunicados enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco deu conta ainda da renúncia de João Mendes Resende ao cargo de membro do Conselho de Administração, com efeitos a partir de hoje. Ocupava o cargo de vogal daquele órgão do BCP. Não foram avançadas razões para a demissão.

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