É PME? Quer ganhar escala? Saiba como

Clube criado pela Bosch vai gerar investimento de 100 milhões e criar 300 postos de trabalho qualificados. Já está aberto o concurso do Portugal 2020 para apoiar: são 80 milhões de euros.

É uma PME? Quer ganhar escala? Apostar na internacionalização? Então o Clube de Fornecedores pode ser a solução.

O objetivo é garantir a integração de PME em cadeias produtivas mundiais através da sua qualificação. Um upgrade conseguido através da colaboração com empresas nucleares que têm um papel relevante nessas cadeias de valor. Assim, as PME ganham escala em áreas que têm procura a nível internacional.

A iniciativa foi apresentada esta quinta-feira e consiste num dos pilares do programa Interface. E já foi dado o pontapé de partida com a formalização do Clube de Fornecedores com a Bosh Car Multimedia, líder da rede, Universidade do Minho, cinco instituições de interface e 36 PME. Com este projeto específico, o Executivo espera que se verifique um aumento de 80 milhões de euros de compras da Bosch a PME portuguesas, a realização de 100 milhões de euros de investimento e a criação de 300 postos de trabalho qualificados, revela o Ministério do Planeamento.

Formalização do Programa Clube dos Fornecedores com o responsável da Bosch Car Multimedia, Carlos Ribas, assinada sob o olhar dos secretários de Estado da Indústria, João Vasconcelos (D), e do Desenvolvimento e Coesão, Nelson Souza (E). Paula Nunes/ECOPaula Nunes / ECO

Esta rede vai, em breve, submeter uma candidatura ao Portugal 2020. E até já o podia fazer porque já está aberto (desde segunda-feira) o concurso para a seleção de quatro projetos-piloto de redes de fornecedores com objetivos relacionados com a dinamização do tecido industrial das PME. Em causa está um apoio de 80 milhões de euros.

As empresas nucleares — neste caso a Bosh Car Multimedia — têm de cumprir, cumulativamente, uma série de requisitos como trabalhar em setores com “procuras dinâmicas e inseridas em cadeias internacionais”; ter um volume de negócios anual de 75 milhões de euros (aferido na média dos últimos três anos) e um volume de compras a fornecedores de componentes, materiais e matéria-prima não inferior a 30 milhões de euros; apresentar uma intensidade exportadora superior a 50%. Além disso, as regras do concurso exigem a apresentação de uma estratégia de desenvolvimento que dê particular importância à integração de fornecedores nacionais de componentes e matéria-prima e ainda de um programa de parceria com os fornecedores.

Depois de identificadas as empresas nucleares, um número representativo de empresas fornecedoras assim como as entidades de interface que integram a rede; definidos os objetivos estratégicos e feita uma estimativa dos valores envolvidos passa-se à fase seguinte. Ou seja, são abertos concursos no âmbito do Sistema de Incentivos do Portugal 2020 para apoiar investimentos a realizar nas empresas fornecedoras.

Estes concursos vão responder de forma “específica às necessidades identificadas em termos de investimentos das empresas fornecedoras e irão dispor de dotações orçamentais próprias”, lê-se no Aviso publicado no site do Compete.

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