Carlos Costa quer ir ao Parlamento para “repor a verdade”

"Há um conjunto de acusações à supervisão que distorcem aquilo que é a realidade do que se passou", diz o governador do Banco de Portugal.

Carlos Costa quer ir a uma comissão parlamentar para “repor a verdade” e para se defender das acusações que lhe são feitas e que “distorcem a realidade”. A intenção foi transmitida numa carta enviada à presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), Teresa Leal Coelho, a que o Expresso teve acesso.

Em causa está a reportagem da SIC “Assalto ao Castelo”, onde o governador do Banco de Portugal é acusado de ter ignorado informações que teriam permitido afastar Ricardo Salgado mais cedo. Isto porque terá ignorado um alerta feito por técnicos do Banco de Portugal que aconselhava o governador a reavaliar a idoneidade do presidente do antigo Banco Espírito Santo. Além disso, um relatório entregue por Fernando Ulrich em agosto de 2013, que destacava problemas financeiros do Grupo Espírito Santo, terá sido metido na gaveta.

Desde que foi para o ar, a reportagem já levou o PS a admitir que poderá chamar Carlos Costa para ser ouvido no Parlamento, enquanto os partidos à esquerda do Governo pedem mesmo que o governador seja afastado.

Agora, é o próprio Carlos Costa a tomar a iniciativa de ser ouvido pelos deputados. Na carta enviada a Teresa Leal Coelho, citada pelo Expresso, o governador diz que “há um conjunto de acusações à supervisão que distorcem aquilo que é a realidade do que se passou“. Assim, Carlos Costa quer “esclarecer todos os pontos” levantados na reportagem da SIC, “em defesa do Banco de Portugal e para promover a confiança” na instituição.

Ao ECO, Teresa Leal Coelho adianta que a COFMA irá reunir-se na terça-feira e na quarta-feira. Os grupos parlamentares vão ser ouvidos para decidirem se querem, ou não, chamar Carlos Costa ao Parlamento.

(Notícia atualizada às 11h33 com mais informação)

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