CMVM assina parceria com regulador do Abu Dhabi

Reguladores do mercado português e do Abu Dhabi vai reforçar cooperação e partilha de informação para fomentar crescimento dos serviços financeiros em ambos os países.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) assinou um acordo com o regulador do mercado de capitais do Abu Dhabi, o Abu Dhabi Global Market, para reforçar a cooperação na supervisão das instituições financeiras e facilitar a troca de informação entre as duas entidades.

O memorando de entendimento, assinado a 2 de março por Gabriela Figueiredo Dias e o seu homólogo Richard Teng, “constitui o quadro de referência para a prestação de assistência mútua, a partilha de informação de supervisão entre a Autoridade Reguladora dos Serviços Financeiros e a CMVM e a cooperação na supervisão de atividades transfronteiriças, contribuindo para um maior crescimento em ambos os mercados financeiros”.

Para Figueiredo Dias, o acordo surge num contexto de maior interesse de empresas portuguesas nos Emirados Árabes Unidos, uma relação que se intensificou nos últimos anos, “exigindo cooperação mais intensa entre os respetivos supervisores”.

"O número crescente de empresas portuguesas que atuam nos Emirados Árabes Unidos demonstra a complementaridade de ambos os países, que se intensificou nos últimos anos, exigindo cooperação mais intensa entre os respetivos supervisores. A globalização, inovação e sofisticação financeira tornam essencial a cooperação entre supervisores para reforçar as respetivas capacidades. ”

Gabriela Figueiredo Dias

Presidente da CMVM

“As nossas instituições têm mantido relações amistosas e produtivas, que se tornarão mais efetivas com este memorando de entendimento, criando novas oportunidades de cooperação nas áreas da regulação e práticas e modelos de supervisão”, afirmou a presidente da CMVM.

Richard Teng, CEO da Autoridade Reguladora dos Serviços Financeiros do Abu Dhabi Global Market, salientou o conhecimento do regulador português. “Trabalharemos lado a lado com a CMVM para beneficiarmos mutuamente da experiência regulatória acumulada em cada uma das instituições e que permita potenciar o crescimento dos serviços financeiros em ambos os mercados”, disse.

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