Peugeot compra Opel por 2,2 mil milhões

Grupo francês liderado por Carlos Tavares vai comprar a unidade europeia da General Motors por 2,2 mil milhões de euros, um negócio que vai dar lugar ao segundo maior fabricante europeu de automóveis.

O grupo PSA Peugeot Citröen, liderado pelo português Carlos Tavares, chegou a acordo para comprar a Opel num negócio avaliado em 2,2 mil milhões de euros, criando o segundo maior fabricante europeu automóvel.

O acordo visa a compra da unidade europeia da General Motors e deverá representar poupanças anuais na ordem dos 1,7 mil milhões de euros até 2026. Além disso, os responsáveis da marca francesa acreditam que a unidade da Opel, que tem somado prejuízos nos últimos anos, deverá apresentar uma margem operacional de 2% até 2020, subindo para os 6% até 2026.

De acordo com o comunicado divulgado esta manhã, além da Opel, estão incluídos no negócio a marca britânica Vauxhall e as unidades financeiras da General Motors. De resto, metade do negócio financeiro será adquirido pelo BNP Paribas por cerca de 450 milhões de euros.

“Estamos confiantes de que colocar a Opel/Vauxhall na rota dos lucros irá acelerar significativamente com o nosso apoio, referiu o CEO da PSA Carlos Tavares, em comunicado. “Tendo já criado produtos vencedores no mercado europeu, sabemos que a Opel/Vauxhall é o parceiro certo”, acrescentou.

A General Motors, que deteve a Opel por cerca de 90 anos, vende a unidade europeia depois de ter falhado o objetivo de breakeven em 2016, ano que contribuiu para o avolumar de prejuízos de nove mil milhões de dólares desde 2009. Já o grupo francês pretende cimentar as vendas com a aquisição da Opel, assim como ter acesso à engenharia alemã.

A aquisição deverá abrir um processo de redução de postos de trabalho e de produção na medida em que tanto a Peugeot Citröen como o Opel se posicionam no mesmo segmento de mercado, segundo a Bloomberg, embora a PSA tenha já garantido que manter os postos de trabalho até 2018.

Com esta aquisição, o grupo PSA Peugeot Citröen assume 16% de quota de mercado, tornando o grupo no segundo maior fabricante no Velho Continente, apenas atrás da Volkswagen e à frente da rival francesa Renault.

O acordo deixa em aberto a possibilidade de a General Motors comprar ações da PSA. Adicionalmente, os dois fabricantes automóveis deverão estabelecer parcerias em várias frentes, nomeadamente no desenvolvimento de sistemas de células de combustível, assim como no fornecimento da unidade australiana da Opel.

(Notícia atualizada às 7h54)

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