É oficial: Depois da Pharol, Rafael Mora deixa a Oi

Rafael Mora já apresentou a demissão do conselho de administração da Oi. Na terça-feira, o gestor também se demitiu da Pharol. Em causa, as recentes mudanças acionistas em ambas as empresas.

A saída de Rafael Mora do board da Oi já é oficial. Depois de renunciar aos cargos de membro do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Pharol esta terça-feira, o gestor abandona de vez a operadora brasileira, segundo uma nota submetida pela empresa ao regulador dos mercados. Será substituído no cargo de conselheiro por João do Passo Vicente Ribeiro.

Esta intenção já tinha sido avançada pelo ECO na terça-feira. Apesar de a nota submetida à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) não indicar um motivo para a decisão, o ECO sabe que resulta das recentes mudanças acionistas que ocorreram na operadora e na própria Pharol, nomeadamente com a entrada do empresário brasileiro Nelson Tanure, que já detém posições de relevo nas duas empresas.

Tanure estaria a preparar-se para convocar uma assembleia geral para afastar Mora e outros administradores portugueses. Indisponível para manter uma guerra com um acionista com planos diferentes, Mora optou assim por abandonar as duas companhias pelo próprio pé.

“O presidente do conselho de administração da companhia [Oi] recebeu nesta data [7 de março] carta de renúncia do Sr. Rafael Luis Mora Funes ao cargo de membro do conselho de administração da Oi”, lê-se na nota que oficializa a decisão perante a polícia dos mercados no Brasil.

Com 68 anos, o substituto, João do Passo Vicente Ribeiro, somou, ao longo da última década, passagens pela PME Investimentos, pelo BCP, pelo BPN e pela Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, segundo a Bloomberg. Em 2007, fundou uma capital de risco a que chamou de Quadrantis. Está na Pharol desde a mudança de gestão que transformou a antiga holding da PT na empresa que hoje ainda negoceia na bolsa.

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